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Cruz Vermelha pede acesso urgente aos civis de Gaza

Cruz Vermelha pede acesso urgente aos civis de Gaza

O Comité Internacional da Cruz Vermelha pediu hoje acesso a Gaza numa altura em que palestinianos e israelitas se confrontam nas hostilidades mais intensas desde 2014, impedindo as ações das organizações humanitárias.

"Não há tempo a perder, fazemos um apelo a todas as partes para que, de forma proativa, protejam os civis", refere um comunicado do diretor-geral do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Robert Mardini.

O acesso a hospitais e outros locais essenciais voltou a complicar-se para a população civil de Gaza por causa dos ataques aéreos contínuos.

A gravidade dos efeitos dos bombardeamentos afeta estradas e muitos edifícios, indica o CICV.

"A intensidade do conflito é uma coisa que não tínhamos visto anteriormente: ataques aéreos ininterruptos na densamente povoada Gaza e foguetes que alcançam grandes cidades de Israel. Como consequência morrem crianças em ambos os lados", diz ainda Mardini.

O Exército de Israel bombardeou intensamente na madrugada de hoje, oitavo dia do conflito, a Faixa de Gaza onde, no domingo, morreram 42 civis.

As milícias do Hamas e da Jihad Islâmica lançaram 'rockets' contra as povoações israelitas localizadas próximo da fronteira.

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O Conselho de Segurança da ONU mostra incapacidade para tomar uma posição unida devido ao apoio dos Estados Unidos a Israel.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha, que segue de perto as consequências humanitárias do conflito, indiciou que já entrou em contacto com "ambos os lados" para expressar a necessidade de respeito pelas obrigações que tem de desempenhar no quadro do direito internacional humanitário.

"Os atores no terreno devem parar com este ciclo de violência. As normas são claras: os civis devem ser protegidos em todos os momentos. Lamentavelmente não é assim", criticou Mardini.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha está presente em Israel e nos territórios palestinianos ocupados desde 1967 e ajuda a melhorar o acesso a serviços essenciais como água ou distribuição de eletricidade em Gaza.

A guerra está a atingir fortemente a população civil da Faixa de Gaza, território onde até ao momento perderam a vida 197 palestinianos, incluindo 58 menores e 34 mulheres.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza ficaram feridas até ao momento 1.235 pessoas.

Israel estima que matou 75 elementos do Hamas e "dezenas" de membros da Jihad Islâmica desde a semana passada.

No domingo, em Israel não se registaram vítimas, sendo que até ao momento morreram 10 pessoas, oito das quais menores, e 300 israelitas ficaram feridos na sequência dos lançamentos de 'rockets'.

No domingo, sétimo dia da mais grave escalada bélica desde 2014, registou-se intensa troca de fogo entre as milícias e o Exército de Israel.</p>

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensões entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de 'rockets' por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.

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