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"Cruzei-me com um polícia e ele disse-me, simplesmente, olá"

"Cruzei-me com um polícia e ele disse-me, simplesmente, olá"

Não foi dos milhares que ajudaram a derrubar o Muro de Berlim à martelada. Mas foi por causa dele que fugiu, a 16 de outubro de 1989, da República Democrática Alemã e da asfixia em que vivia rumo ao Ocidente.

No caso, a outra Alemanha, onde hoje vive e trabalha como designer gráfico, em Hamburgo. Jörg Stiehler, de 46 anos, regressou a Dresden em 1993. Formou-se lá, mas partiu de novo. Já sem fugir. Apenas porque não tinha "razões afetivas" para ficar.

Fugiu da República Democrática Alemã (RDA) 24 dias antes da queda do Muro. Não existiam sinais de que algo tão decisivo estaria para acontecer? Que poderia, inclusivamente, tornar a fuga desnecessária?