Crise

Cuba acredita que Rússia "tem o direito de se defender" de ameaças

Cuba acredita que Rússia "tem o direito de se defender" de ameaças

O Governo de Cuba sustentou, esta quarta-feira, que a Rússia "tem o direito de se defender", pedindo que Estados Unidos e NATO respondam aos "pedidos legítimos de garantias de segurança" de Moscovo na crise ucraniana.

A "determinação dos Estados Unidos de impor a expansão progressiva da NATO para as fronteiras da Federação Russa constitui uma ameaça à sua segurança nacional e à paz regional e internacional", considerou o Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano, citado em comunicado, advogando "uma solução diplomática através de um diálogo construtivo e respeitoso".

No texto, o ministério adianta que os EUA "há semanas ameaçam a Rússia e manipulam a comunidade internacional sobre os perigos de uma iminente invasão em massa da Ucrânia", fornecendo armas e desdobrando tropas nos países vizinhos.

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No sábado, durante a visita oficial a Havana do vice-primeiro-ministro russo, Yuri Borissov, Cuba já havia criticado fortemente a "histeria da propaganda" de Washington contra a Rússia e a "expansão" da NATO nas suas fronteiras.

O documento surge horas antes da visita à ilha caribenha do presidente da Duma, Vyacheslav Volodin, e após a validação de um projeto de reestruturação da dívida cubana de 2,3 mil milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros), pelos deputados russos, de acordo com agência de notícias Prensa Latina (Cuba).

Volodin inicia, esta quarta-feira, uma visita oficial a Cuba, numa altura em que aumentam as tensões entre Moscovo e o Ocidente, devido à crise na Ucrânia.

Num comunicado publicado no seu site na Internet, o parlamento cubano (unicameral) informou que o presidente da Duma será recebido pelo presidente o organismo legislativo, Esteban Lazo, e "abordará o fortalecimento da cooperação bilateral e dos laços interparlamentares".

A delegação russa seguirá depois para a Nicarágua, outro país aliado de Havana.

Cuba enfrenta a pior crise económica em 27 anos devido ao aperto do embargo dos EUA e ao impacto da pandemia no turismo, 'motor' da economia. Havana "deixou de pagar desde o início de 2020 [...] os reembolsos de quatro acordo de empréstimos intergovernamentais" concedidos entre 2006 e 2019, acrescentou a Prensa Latina. As visitas dos altos funcionários russos a Cuba acontecem depois de uma conversa telefónica em janeiro entre o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o seu homólogo cubano Miguel Díaz-Canel, onde discutiram o reforço da "parceria estratégica" entre Moscovo e Havana.

Na terça-feira, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, outro aliado do Kremlin na América Latina, garantiu a Vladimir Putin o seu apoio na crise com a Ucrânia: "A Venezuela está com Putin, ela está com a Rússia. Ela [Venezuela] está com os corajosos e as causas justas no mundo".

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