Manifestações

Cubanos na Europa e EUA saíram à rua pela liberdade e mudança política em Cuba

Cubanos na Europa e EUA saíram à rua pela liberdade e mudança política em Cuba

Centenas de cubanos manifestaram-se, segunda-feira, na Europa e nos Estados Unidos a favor de mais liberdade em Cuba, enquanto a ONU apelou ao Governo de Cuba que respeite o direito do seu povo a protestos pacíficos.

Em Madrid, cerca de 200 pessoas concentraram-se na Porta do Sol contra a "ditadura" em Cuba, a favor da "liberdade" e em apoio às marchas, designadas de 15N, convocadas pela oposição para hoje na ilha caribenha.

Com menos representação, a concentração em Portugal reuniu cerca de uma dúzia de manifestantes frente à embaixada de Cuba em Lisboa, para apoiar o protesto convocado em Havana contra a gestão política e económica do Governo cubano, mas também contra as detenções levadas a cabo, de pessoas contrárias ao regime.

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Em Bruxelas (Bélgica) e Zurique (Suíça), dezenas de pessoas, na maioria cubanos, saíram igualmente à rua para pedir liberdade e apoiar os impulsionadores e os manifestantes das marchas 15N convocadas em Havana (e não autorizadas pelo Governo), para pedir uma mudança política no país.

Em Itália, as concentrações foram mais dispersas, com cubanos residentes naquele país a manifestarem-se em cidades como Roma, Nápoles ou Florença, todos vestidos de branco.

A cidade de Miami, na Florida (EUA), foi também palco de manifestações de cubanos que denunciaram a "militarização" da ilha e afirmaram que "o regime está assustado" porque a semente da liberdade criou raízes entre as novas gerações.

Entretanto a ONU pronunciou-se, através do porta-voz, Farhan Haq, afirmando esperar que "se respeite plenamente" o direito dos cubanos a realizar o protesto pacífico marcado para hoje, entre medidas de repressão das autoridades para evitar que os cidadãos se juntem à convocatória da chamada "marcha cívica pela mudança".

No entanto, vários os dissidentes cubanos foram detidos pouco antes da manifestação.

Além disso, no sábado passado, já depois de convocada a marcha para hoje, as autoridades cubanas retiraram as acreditações a cinco jornalistas da agência Efe em Havana, tendo-as devolvido posteriormente a apenas dois dos repórteres.

As reações não se fizeram esperar e o Governo de Espanha, a União Europeia (UE), políticos de diversos partidos e dezenas de associações exigiram hoje às autoridades cubanas que devolvam as acreditações que permitem que os jornalistas da agência noticiosa trabalhem na ilha.

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