85.º dia de conflito

Da crise alimentar ao pedido de desculpa do soldado russo julgado

Da crise alimentar ao pedido de desculpa do soldado russo julgado

Numa altura em que o chefe de Governo português está a caminho de Kiev, a Rússia decidiu expulsar cinco funcionários da Embaixada de Portugal em Moscovo. Uma "retaliação" que António Costa lamentou. No segundo dia do julgamento, Vadim Chichimarine, soldado russo acusado de matar um civil desarmado pediu perdão à viúva do homem. O Ministério Público ucraniano pediu a condenação do militar de 21 anos à pena máxima: prisão perpétua. Os principais pontos-chave do 85.º dia de invasão.

- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou às tropas que ataquem as cadeias de abastecimento de cereais e infraestruturas e equipamentos agrícolas, segundo o diário britânico "Daily Telegraph". Os soldados de Moscovo atacam "silos e outras infraestruturas de produção alimentar em cidades como Kherson, Luhansk e Donetsk", avança o meio de comunicação social, citando fontes ocidentais n​​​​ão identificadas.

- Os EUA reabriram a embaixada em Kiev, esta quinta-feira, cerca de três meses depois de a terem encerrado, temendo pela vida dos funcionários, numa altura em que os serviços secretos norte-americanos antecipavam um ataque da Rússia à Ucrânia.

- O primeiro-ministro português, António Costa, visitou hoje as tropas portuguesas na Roménia, antes da viagem a Kiev, realçando que o seu principal objetivo será a manutenção da paz na Europa. Costa disse ainda que Portugal está preparado para manter as suas missões militares no leste europeu num cenário de prolongamento da guerra.

- O bombardeamento de uma cidade no sudoeste da Rússia, localizada na fronteira com a Ucrânia, matou uma pessoa e feriu várias, anunciou o governador da região de Kursk.

- O chefe de Estado russo, Vladimir Putin, está a exonerar chefias militares de topo por considerar que não têm estado à altura do que se exige.

- O Ministério da Defesa russo anunciou que 1730 soldados ucranianos escondidos na siderúrgica Azovstal, em Mariupol, se renderam desde segunda-feira.

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- A Rússia decidiu expulsar cinco funcionários da Embaixada de Portugal em Moscovo. Governo repudia e fala em "retaliação".

- A diretora executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou que a insegurança alimentar vivida em muitos países, aliada à alta inflação, leva a situações de fome, que podem resultar em "agitação social e violência".

- A Rússia incluiu dois comandantes do Batalhão Azov numa lista de busca e captura por terem, alegadamente, atentado contra a vida de pelo menos oito soldados russos na região de Kherson.

- A primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, afirmou que ninguém poderá impor a instalação de bases da NATO ou o envio de armas nucleares no seu país, apesar da eventual adesão à Aliança Atlântica.

- O Governo ucraniano anunciou que não quer negociar com a Rússia mais nenhum cessar-fogo e exigiu a retirada completa das tropas russas, enquanto Moscovo se afirmou disponível para retomar as negociações desde que Kiev o peça.

- O primeiro soldado russo julgado por crimes de guerra na Ucrânia desde o início da invasão russa, acusado de matar um civil ucraniano, pediu hoje "perdão" à viúva da vítima, durante o julgamento a decorrer num tribunal em Kiev. O Ministério Público ucraniano pediu uma pena de prisão perpétua.

- O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discutiram hoje a necessidade urgente de novas rotas de exportação de cereais ucranianos, para combater a subida dos preços.

- A Rússia quer retirar à Ucrânia a sua central nuclear em Zaporíjia, a maior da Europa, ocupada pelo exército russo, a menos que Kiev pague a Moscovo pela eletricidade produzida, anunciou o vice-primeiro-ministro russo, Marat Khousnullin.

- O grupo norte-americano McDonald's anunciou que chegou a acordo para vender o seu negócio na Rússia ao empresário russo Alexander Govor, parceiro de franquia, o que permitirá manter milhares de postos de trabalho.

- Pelo menos 12 pessoas foram mortas e outras 40 ficaram feridas num forte bombardeamento russo à cidade de Severodonetsk, no leste da Ucrânia, que está quase cercada pelas forças de Moscovo, disse o governador regional.

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