92.º dia de conflito

Da "desucranização" das crianças ao regresso das bombas a Kharkiv

Da "desucranização" das crianças ao regresso das bombas a Kharkiv

Ao 92.º dia de guerra, mais dois soldados russos capturados pelas forças ucranianas declararam-se culpados. O Kremlin decidiu estender o ano letivo em Mariupol para "desucranizar" os alunos, recorrendo a um novo "currículo russo". A cidade de Kharkiv, que iniciou um regresso à normalidade em meados de maio, voltou a ser bombardeada.

- As novas autoridades russas estabelecidas na cidade ucraniana de Mariupol decidiram estender o atual ano letivo nos próximos meses para submeter os alunos ucranianos a um novo "currículo russo", disse um conselheiro do poder local.

- Cerca de oito mil soldados ucranianos foram feitos prisioneiros na região do Donbass, leste da Ucrânia, pelos separatistas pró-russos, disse Rodion Miroshnik, o "embaixador" na Rússia da autoproclamada República Popular de Lugansk.

- Dois soldados russos capturados pelas forças ucranianas declararam-se culpados de bombardear uma cidade no leste da Ucrânia, no segundo julgamento por crimes de guerra a decorrer no país, segundo o jornal espanhol "El Mundo".

- A Rússia disparou mais mísseis na campanha da Ucrânia do que qualquer outro país noutros conflitos desde a Segunda Guerra Mundial, referem especialistas militares à revista norte-americana Newsweek, que sublinha falhas da campanha russa.

- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou, esta quinta-feira, as acusações de que a Rússia está a impedir a saída de cereais da Ucrânia. Peskov acusou ainda o Ocidente de ser o criador do bloqueio ao impor sanções à Rússia.

- O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou hoje que, com a retirada das tropas russas da região, a sua atual e principal tarefa é trazer de novo a normalidade e a segurança à capital da Ucrânia. "Agora estamos a tentar regressar à vida normal, mas não é uma tarefa fácil", afirmou Klitschko, numa conferência de imprensa realizada no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça.

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- A Rússia espera que a Ucrânia tome consciência da "situação real" que foi criada no terreno e aceite assim as exigências de Moscovo para negociar um cessar-fogo, disse hoje o Kremlin.

- O presidente russo, Vladimir Putin, acusou o Ocidente de "roubo" dos bens ​​​​​​​russos congelados e confiscados durante a ofensiva militar da Rússia na Ucrânia, avisando que nada de bom virá de tais medidas.

- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, considerou esta quinta-feira que o plano de paz para a guerra na Ucrânia proposto pela Itália não é "sério".

- Vladimir Putin avisou esta quinta-feira que é "impossível isolar a Rússia", referindo-se às sanções contra o seu país por causa da invasão da Ucrânia, e sublinhou que nenhum "polícia global" travará a sua independência.

- A Rússia avançou que destruiu mais de 500 alvos ucranianos nas últimas 24 horas, incluindo um centro de inteligência eletrónica, atingido por mísseis de alta precisão, matando 11 militares ucranianos e 15 especialistas estrangeiros.

- O líder da região separatista russófona de Donetsk, leste da Ucrânia, indiciou que diversos combatentes ucranianos ainda podem estar escondidos no complexo siderúrgico de Azovstal, em Mariupol, e após Moscovo ter declarado o fim da operação.

- Sete pessoas foram mortas em novos bombardeamentos sobre Kharkiv, a segunda cidade ucraniana, que iniciou um regresso à normalidade em meados de maio, indicou esta quinta-feira no Telegram o governador regional Oleg Sinegubov.

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