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Polémica

Decathlon vai comercializar "hijabs de corrida"

Decathlon vai comercializar "hijabs de corrida"

A empresa francesa de roupa desportiva Decathlon vai comercializar um hijab apropriado para corrida, seguindo aquilo que a Nike já faz.

A iniciativa tem levantado polémica. Segundo o jornal "Le Figaro", as vozes contestatárias destacam o papel de cúmplice que a empresa tem no "confinamento" das mulheres. Em resposta, a Decathlon diz que vai mesmo vender estes produtos, não só em França, mas em vários países europeus, onde seja solicitado o modelo.

A marca, que enfrenta vários problemas económicos em França, anunciou no site o lançamento de um hijab para as mulheres que desejam fazer corrida "mantendo o pescoço e os cabelos escondidos". Segundo a empresa, o produto vai estar disponível em três tamanhos. "Foi testado várias vezes por vinte mulheres que costumam usar o hijab e foi validado pelo seu conforto", explica a Decathlon.

O produto que ainda não está disponível nas lojas francesas deverá chegar ao mercado no final de março. De acordo com Angélique Thibault, gerente da marca, o produto foi criado em resposta ao aumento de pedidos por parte de atletas marroquinas.

Em relação aos comentários menos positivos, a gerente sublinha a vontade da marca em tornar a "prática desportiva acessível a todas as mulheres", suportados pela vontade de "tolerância absoluta e inclusão total". "Este hijab vai permitir que todas as mulheres possam correr de forma livre, em todas as cidades do mundo, independentemente do seu nível atlético, fitness, morfologia, orçamento, religião ou cultura", refere.

Por outro lado, a Liga Internacional de Mulheres pela Paz e Liberdade condena a decisão da marca, sublinhando que reforça o "apartheid sexual" e o "confinamento" das mulheres em países como o Irão, a Argélia e Arábia Saudita.