EUA

Democratas e Republicanos anunciam acordo para regulamentar acesso a armas

Democratas e Republicanos anunciam acordo para regulamentar acesso a armas

Senadores Democratas e Republicanos anunciaram este domingo em Washington que alcançaram um acordo mínimo para melhorar a regulamentação do acesso a armas de fogo.

Negociadores das duas formações políticas anunciaram a criação de uma estrutura bipartidária em resposta aos tiroteios em massa do mês passado, um pequeno avanço que prevê restrições no acesso a armas e reforça esforços para melhorar a segurança escolar e os programas de saúde mental.

A proposta fica muito aquém das medidas mais duras defendidas pelo Presidente Joe Biden e muitos senadores Democratas.

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Todavia, se o acordo levar à promulgação de legislação, isso sinalizaria uma mudança de anos de massacres com armas que sempre redundaram num impasse no Congresso.

Os líderes dos dois partidos no Senado esperam transformar qualquer acordo em lei rapidamente - já este mês - antes que o impulso político esmoreça, provocado pelos recentes tiroteios em massa em Buffalo (Estado de Nova Iorque) e Uvalde (Texas).

Todavia, se o acordo levar à promulgação de legislação, isso sinalizaria uma mudança de anos de massacres com armas que sempre redundaram num impasse no Congresso.

O compromisso hoje alcançado tornaria os registos juvenis de compradores de armas com menos de 21 anos disponíveis quando fossem submetidos a verificações de antecedentes.

Os suspeitos que mataram 10 pessoas em um supermercado em Buffalo e 19 alunos e dois professores em uma escola primária em Uvalde tinham 18 anos, e muitos dos agressores que cometeram tiroteios em massa nos últimos anos eram jovens.

O acordo prevê incentivos financeiros aos estados para aplicarem as chamadas leis de "bandeira vermelha" que facilitem temporariamente a retirada de armas a pessoas consideradas potencialmente violentas e para reforçar a segurança escolar e os programas de saúde mental.

Outras medidas incluem exigir que mais pessoas que vendem armas obtenham licenças de revendedores federais, o que significa que teriam que realizar verificações de antecedentes dos compradores.

Imediatamente após o anúncio do acordo, Joe Biden disse, em comunicado, que o compromisso alcançado "não faz tudo" o que ele achava ser necessário, mas considerou que "reflete passos importantes na direção certa e seria a legislação de segurança de armas mais significativa a ser aprovada no Congresso em décadas".

Dado o apoio bipartidário, "não há desculpas para o atraso, e nenhuma razão para que não deva passar rapidamente pelo Senado e pela Câmara", enfatizou.

O texto não inclui as principais medidas defendidas por Joe Biden e grupos defensores do controlo de armas, como a proibição da venda de espingardas de assalto ou o aumento da idade mínima para a compra de armas semiautomáticas de 18 para 21 anos.

Os Democratas tentaram aprovar leis de controlo de armas nos últimos anos, principalmente desde que um atirador matou 27 pessoas - 20 delas crianças de seis a sete anos - na Sandy Hook High School em Newtown, Connecticut, em 2012, mas os Republicanos e a ala mais conservadora do Partido Democrata sempre bloqueou esse tipo de iniciativas.

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