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Denúncia na ONU e em Bruxelas contra bloqueios à consulta catalã

Denúncia na ONU e em Bruxelas contra bloqueios à consulta catalã

Eleitos da Catalunha, incluindo deputados, alcaides e vereadores de seis partidos que apoiam o direito a decidir apresentaram, esta quarta-feira, uma denúncia internacional contra os bloqueios à consulta sobre independência de 9 de novembro.

A denúncia, que foi apresentada esta manhã no auditório do parlamento catalão e dirigida à ONU e às instituições europeias, foi subscrita por representantes dos partidos que apoiam o processo de consulta aos catalães.

São eles Convergência (CDC), Unió (UDC), Esquerda Republicana (ERC) Iniciativa (ICV) EUiA e NECat.

No total, mais de 200 representantes eleitos da Catalunha participaram na cerimónia de assinatura de um texto em que se considera que o povo catalão tem "por razões de legitimidade democrática, cariz de sujeito político e jurídico soberano" e, como tal "reconhece-se a si mesmo o direito a decidir sobre o seu futuro político".

Pormenorizando os antecedentes do processo, considera-se no texto que a posição espanhola vai contra "o direito e a prática internacional própria de estados democráticos de composição plurinacional".

O Governo espanhol não tem vontade política "para estabelecer espaços de diálogo e negociação", refere-se no texto assinado por deputados do Parlamento regional, do Congresso de Deputados em Madrid e do Parlamento Europeu, de senadores, líderes partidários e alcaides e vereadores.

O texto vai ser apresentado formalmente junto da ONU, do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia, do Conselho da Europa e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).