Espionagem

Depois de 35 anos preso por espiar os EUA, Jonathan Pollard regressa a Israel

Depois de 35 anos preso por espiar os EUA, Jonathan Pollard regressa a Israel

Jonathan Pollard, ex-analista dos serviços de informação dos Estados Unidos da América foi preso em 1985 pelo FBI por fornecer a Israel ficheiros secretos. Ao fim de 35 anos, o governo norte-americano autorizou a ida para Israel.

Jonathan Pollard foi preso em 1985 por agentes do FBI e condenado a prisão perpétua em 1987, após ter procurado asilo na embaixada israelita em Washington. Forneceu a Israel documentos confidenciais.

Depois de cumprir a pena de 35 anos, foi-lhe concedida liberdade condicional em 2015, mas durante cinco anos não podia viajar para fora dos Estados Unidos sem autorização. No mês passado, a Justiça norte-americana anunciou o fim da liberdade condicional e permitiu o regresso de Pollard a Israel. Ele e a mulher, Esther, foram recebidos pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no aeroporto internacional de Ben Gurion, esta quarta-feira.

"Está em casa", disse o Netanyahu, que de seguida estendeu a mão com o cartão de cidadão israelita. "Bem-vindo de volta. É ótimo que tenha finalmente regressado a casa. Agora pode começar a vida de novo, com liberdade e felicidade", acrescentou.

Após descerem as escadas do avião, a primeira coisa que Jonathan e Esther fizeram foi retirar a máscara, beijar o chão e recitar o Shehecheyanu, uma oração judaica. Ambos são ortodoxos.

"Estamos entusiasmados por estarmos finalmente em casa após 35 anos e agradecemos ao povo e ao primeiro-ministro de Israel por nos terem trazido para casa. Ninguém poderia estar mais orgulhoso deste país ou deste líder do que nós", afirmou Pollard, citado pela BBC.

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O caso de espionagem tornou-se um conflito entre os EUA e Israel durante décadas. O casal vai ficar em quarentena durante duas semanas, num apartamento em Jerusalém, uma medida de proteção contra o novo coronavírus imposta pelo governo, para quem viaja.

"Esperamos nos tornar cidadãos produtivos o mais cedo e o mais depressa possível e continuar as nossas vidas aqui", diz.

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