Meteorologia

Depois do nevão, onda de frio congela Espanha

Depois do nevão, onda de frio congela Espanha

Espanha está a ser atingida por uma onda de frio extremo que está a provocar uma descida das temperaturas inédita no século XXI. Depois de Madrid sofrer as consequências da tempestade Filomena, com o maior nevão dos últimos 50 anos, a pequena localidade de Bello, em Teruel, Aragão, registou durante esta noite, com -25,4 graus, o recorde de temperatura negativa numa zona habitada, segundo os dados da Agência Estatal de Meteorologia (AEMET).

As aldeias de Molina de Aragão (Guadalajara), com -25,2 graus, e Santa Eulália do Rio (Teruel), com -23, completam o pódio após a noite mais gélida dos últimos sessenta anos. Porém, dados não oficiais afirmam que outras aldeias da província de Teruel como Royuela, Monteagudo do Castelo e Linares de Mora têm registado temperaturas negativas, que quase atingem os 30 graus negativos.

As localidades de Teruel, Calamocha e Molina de Aragão, situadas a quase mil metros acima do nível do mar, fazem parte do "Polo do Frio Espanhol", onde as geladas são habituais todos os ano e os habitantes já estão acostumados ao frio extremo. Segundo os dados da AEMET, a estação do Aeródromo de Calamocha mantém o recorde de temperatura negativa em Espanha, depois de ter atingido os -30 graus o dia 17 de dezembro de 1963.

Onze províncias de Castela-A-Mancha (Albacete, Cuenca, Guadalajara e Toledo), Madrid, Castela e Leão (Ávila, Cuenca, Guadalajara e Toledo) e Aragão (Saragoça e Teruel) estão sob aviso vermelho por temperaturas extremas, que podem atingir até os 16 graus negativos, provocando a suspensão das aulas. As previsões meteorológicas afirmam que esta onda de frio polar se vai manter até o fim de semana, com geadas permanentes em toda a Espanha, à exceção das zonas litorais e o Vale do Ebro. 527 estradas continuam afetadas pela onda de frio extremo, que tem convertido a neve em gelo e dificultado ainda mais a limpeza das vias.

Madrid continua coberta de branco, a tentar recuperar aos poucos a normalidade. A capital de Espanha, que registou a temperatura mais baixa desde 1981 com -7,4 graus, já retomou as rotas de autocarro e o Aeroporto de Adolfo Suárez-Barajas já abriu três dos quatro terminais. O frio extremo provocou a paralisação da linha de alta velocidade da Renfe entre Madrid e Barcelona, mas os comboios já voltaram as linhas.

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Os trabalhos da Unidade Militar de Emergência permitiram limpar a maioria das principais ruas da cidade, onde já podem circular os veículos pesados, que garantem o fornecimento de produtos e serviços essenciais. A presidente da região madrilena, Isabel Díaz Ayuso, insistiu com o Governo central para declarar Madrid como zona de catástrofe.

Oito capitais de província registaram durante esta madrugada temperaturas por debaixo dos 10 graus negativos: Teruel (-21º), Toledo (-13º), Madrid (-13º), Albacete (-11,2º), Salamanca (-11,9º), Ávila (-10,6º), Cuenca (-10,8º) e Guadalajara (-10,5º).

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