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Deputado acusa governo de promover homossexualidade

Deputado acusa governo de promover homossexualidade

O deputado brasileiro Jair Bolsonaro acusa o governo de incentivar o homossexualidade e a pedofilia. Em nova polémica, insinua que Preta Gil, filha do cantor Gilberto Gil, participa em "orgias". Político ganhou notoriedade internacional ao fazer comentários preconceituosos na televisão. Veja o vídeo.

Jair Bolsonaro acusou os ministérios da Educação e dos Direitos Humanos e Temas Sociais de criarem acções de combate à homofobia que incentivam a homossexualidade e a pedofilia, avançou o jornal "O Dia".

O deputado pôs em questão um "kit" desenvolvido pelo governo brasileiro que contém vídeos que falam sobre transexualidade, bissexualidade e relações lésbicas. O material deverá ser entregue nas escolas nos próximos dias.

"As crianças estão a formar o carácter e o 'kit' vai incentivar as relações homossexuais", disse Jair Bolsonaro, relacionando o caso com o filho de 16 anos do ex-jogador "Animal" Edmundo, que confessou ter-se tornado "gay" devido à convivência com amigos homossexuais da mãe.

Jair Bolsonaro, deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro, defensor declarado das causas militares e apoiante da ditadura, disse no programa "CQC", da TV Bandeirantes, que os seus filhos não correm o risco de namorar uma negra ou de se tornarem homossexuais, porque foram bem educados.

"Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco. Os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como, lamentavelmente, é o teu", disse Jair Bolsonaro, em resposta à cantora Preta Gil, filha do ex-ministro e cantor Gilberto Gil, que perguntou ao deputado o que faria se filho se apaixonasse por uma negra.

No site da cantora, invadido por "hackers" na quinta-feira, lia-se na página principal a mensagem "Abaixo a lei contra a homofobia".

Preta Gil comentou, no "Twitter", o ocorrido. "O meu site foi pirateado por um fanático, que se diz defensor do tal deputado. Nunca imaginei ver tanta agressividade, racismo e preconceito".

O deputado, que confirmou nova presença no "CQC" na próxima segunda-feira para "desfazer o mal-entendido", insinuou que a cantora terá "invadido o próprio site" para apagar mensagens que falavam das orgias em alegadamente teria participado.

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