Disforia de género

Deputado britânico assume-se transgénero após chantagem e violação

Deputado britânico assume-se transgénero após chantagem e violação

Um deputado conservador britânico, Jamie Wallis, revelou na esta quarta-feira ser transgénero, recebendo mensagens de apoio de colegas e do primeiro-ministro, Boris Johnson.

"Sou trans. Ou para ser mais preciso, quero ser. Fui diagnosticado com disforia de género e sinto-o desde muito jovem", relatou Jamie Wallis, 37 anos, num comunicado muito pessoal publicado na rede social Twitter.

O parlamentar conservador de Bridgend, no País de Gales, admitiu que não estava "bem" depois de ter sido chantageado e violado por alguém que conheceu pela Internet, dizendo que estava na altura de confessar.

Jamie Wallis explicou na declaração que "não tinha intenção de compartilhar" a situação pessoal, mas explicou que foi chantageado em abril de 2020 por um homem que revelou a orientação sexual ao pai, enviou fotos a outros membros de sua família e exigiu 50.000 libras (59.000 euros) em troca de silêncio.

O deputado alegou que esse chantagista se declarou culpado e foi condenado a dois anos e nove meses de prisão.

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Jamie Wallis disse que esperava 'seguir em frente', mas em setembro foi violado por alguém que conheceu online: 'Não sou eu mesmo desde esse incidente e acho que nunca vou ultrapassá-lo".

A questão das pessoas transgénero tem criado debates acesos na sociedade britânica, com os Conservadores, no poder, muitas vezes considerando as posições dos ativistas dos direitos dos transsexuais como excessivas.

Na terça-feira à noite, num encontro de deputados 'tories', Boris Johnson gracejou sobre o assunto, fazendo uma referência ao rival Trabalhista, Keir Starmer, que recentemente hesitou na resposta a perguntas sobre pessoas transgénero.

"Boa noite, senhoras e senhores, ou como diria Keir Starmer, pessoas designadas com o sexo feminino ou masculino no nascimento", disse Boris Johnson, segundo o site Politico.

Hoje no Parlamento, o chefe do Governo foi mais sensível, manifestando solidariedade com Wallis, prometendo "apoio para que possa viver livremente", no que foi também acompanhado por Starmer e outros políticos.

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