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Desabamento em Miami: Número de mortos sobe para 16

Desabamento em Miami: Número de mortos sobe para 16

O balanço de vítimas mortais do desabamento de um prédio perto de Miami, no estado norte-americano da Florida, subiu para 16 vítimas, revelou esta quarta-feira um bombeiro às famílias das vítimas.

Os últimos dados indicam que o número de desaparecidos é de 147, com os socorristas a encontrarem 136 pessoas vivas.

O acidente ocorreu no passado dia 24.

O chefe assistente de operações dos bombeiros do condado de Miami-Dade, Raide Jadallah, disse aos familiares que encontraram os corpos de mais quatro pessoas, na terça-feira à noite.

Jadallah disse que, para além desses quatro corpos, as equipas de resgate também encontraram outros restos mortais.

Os socorristas, que estão a colaborar com equipas oriundas do México e de Israel, começaram a usar maquinaria pesada na terça-feira, para que seja levantada uma grande laje de betão armado numa área onde vários corpos foram encontrados nos últimos dias.

O acidente foi gravado em vídeo, e pelas imagens o centro do condomínio, formado por três torres adjacentes, parece desabar primeiro com uma secção mais próxima do mar a oscilar e cair segundos depois.

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Um relatório realizado por uma empresa de engenharia em 2018, divulgado no sábado, indicava "danos estruturais significativos" nas Torres Champlain, bem como "fissuras na cave" do edifício, recomendando reparações.

Outro estudo realizado em 2020 referia que as Torres Champlain, construídas em 1981, tinham afundado cerca de dois milímetros por ano entre 1993 e 1999, mas o autor do documento afirmou que isso, só por si, não devia provocar o desabamento do edifício.

A possibilidade de mau tempo nos próximos dias pode prolongar as buscas na cidade de Miami, o que levou as autoridades a solicitarem uma equipa extra e mais recursos de busca, disse Kevin Guthrie, da Divisão de Gestão de Emergências da Florida.

A presidente municipal do condado, Daniella Levine Cava, já anunciou que vai reunir-se com especialistas em engenharia, construção e geologia para rever as questões de segurança dos edifícios e desenvolver recomendações "para garantir que uma tragédia como esta nunca, nunca mais voltará a acontecer".

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