Fome

"Desastre humanitário". ONU angaria mil milhões de euros para ajudar o Afeganistão

"Desastre humanitário". ONU angaria mil milhões de euros para ajudar o Afeganistão

A ONU conseguiu angariar 1,1 mil milhões de dólares (930 milhões de euros) para ajudar o Afeganistão na conferência desta segunda-feira.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres tinha pedido 606 milhões de dólares (513 milhões de euros) para ajudar os 14 milhões de afegãos que se encontram "à beira da fome extrema". No final da conferência conseguiram angariar 1,1 mil milhões de dólares.

Os países uniram-se para angariar fundos de urgência para aliviar o iminente "desastre humanitário", consequência da mudança do Governo, da pandemia, da queda global das doações e da seca extrema que faz com que haja menos cultivo.

Durante a conferência, alguns dos participantes salientaram o incumprimento das promessas por parte dos talibãs. É o caso da Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, que referiu que "as mulheres têm sido progressivamente excluídas do espaço público" e que o país se encontra numa "nova e perigosa fase" com líderes que não cumprem as suas promessas.

Já Heiko Maas, ministro das Relações Externas e delegado da Alemanha, disse que é uma "obrigação moral" continuar a ajudar o povo afegão, o que se traduziria a um "aumento significativo" da ajuda humanitária para o Afeganistão.

Vários países do Golfo Pérsico já enviaram ajuda humanitária para o Afeganistão pelo aeroporto principal de Cabul, que também tem sido utilizado para receber voos comerciais de outras cidades afegãs. Os talibãs permitiram a descolagem de dois voos para Doah, capital do Catar, com dezenas de cidadãos estrangeiros e afegãos, devido à elevada pressão norte-americana.

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