Odessa

Detido agente russo acusado de planear ataques no leste da Ucrânia

Detido agente russo acusado de planear ataques no leste da Ucrânia

A Ucrânia deteve um agente dos serviços de informações russos que planeava uma série de ataques terroristas na região leste de Odessa, junto ao Mar Negro.

"O malfeitor foi detido quando recrutava um perpetrador para crimes futuros", disseram os Serviços de Segurança da Ucrânia, num comunicado, acrescentando que o agente era um estrangeiro que frequentemente visitava território ucraniano, para missões dos serviços secretos russos.

"A principal tarefa do detido era agitar a situação sócio-política na região de Odessa, através de sabotagem e de atos terroristas", explicaram as autoridades ucranianas, que acusam este agente de ter organizado um incêndio criminoso de um veículo militar das Forças Armadas da Ucrânia em Odessa, em dezembro de 2021.

As autoridades ucranianas dizem ainda que os próximos alvos do agente seriam "escritórios de estruturas voluntárias e sócio-políticas de orientação patriótica, bem como equipamentos militares na região de Odessa".

Também esta segunda-feira, dois soldados ucranianos morreram, depois de pisarem um engenho explosivo no leste da Ucrânia, disse o Exército ucraniano, no momento em que decorrem conversas entre russos e norte-americanos com o objetivo de aliviar as tensões nas fronteiras.

Estes dois soldados foram as primeiras vítimas mortais este ano na linha de frente dos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.

O exército ucraniano também acusou os rebeldes de terem realizado dois ataques perto da aldeia de Pisky, nos arredores de Donetsk, uma das "capitais" dos separatistas.

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A Ucrânia está em guerra desde 2014 contra milícias separatistas pró-Rússia, que controlam largas faixas do seu território no leste, que têm beneficiado de apoio de Moscovo.

As relações entre a Ucrânia e a Rússia - degradadas desde 2014, ano da anexação da Crimeia - vivem atualmente uma escalada de tensão.

A Rússia nega qualquer intenção bélica e afirma estar a ser ameaçada por "provocações" de Kiev e da NATO, exigindo que esta organização se comprometa a não se estender ao países da antiga União Soviética.

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