França

Detido artista russo que revelou vídeos sexuais de candidato à câmara de Paris

Detido artista russo que revelou vídeos sexuais de candidato à câmara de Paris

Piotr Pavlenski, artista e ativista russo exilado em França desde 2017, foi detido este sábado, segundo a agência de notícias AFP. Conhecido pelas performances polémicas, Pavlenski foi o responsável pela divulgação de vídeos sexuais de Benjamin Griveaux, candidato à câmara de Paris.

Foi esta sexta-feira que Benjamin Griveaux, candidato à autarquia de Paris pelo partido República em Marcha (o mesmo de Emmanuel Macron), decidiu abandonar a corrida eleitoral após a divulgação na Internet de vídeos privados e mensagens de texto de cariz sexual trocadas com uma mulher. O principal responsável pelo escândalo ter visto a luz do dia foi Piotr Pavlenski, de 35 anos, exilado em França desde 2017, e que foi detido este sábado no âmbito de outra investigação.

Segundo o jornal "Le Parisien", o artista russo terá sido detido por estar envolvido numa rixa na noite de passagem de ano. Porém, o cadastro de Pavlenski será mais recheado: de acordo com o jornal "Le Figaro", o também ativista foi acusado de violência sexual contra uma rapariga russa de 23 anos. Piotr Pavlenski defendeu-se do caso, argumentando que era apenas um pretexto do governo da Rússia para o prender.

Após a divulgação dos vídeos sexuais de Benjamin Griveaux, que estavam publicados num site de Piotr Pavlenski, o artista prometeu expor mais políticos. Em entrevista ao jornal "Libération" acrescentou que a imagem perfeita de família do candidato à autarquia de Paris não era real: "as pessoas podem ter a sexualidade que querem (...), mas elas têm que ser honestas. Ele quer ser o chefe da cidade e mente aos eleitores. Agora eu moro na França, sou parisiense e é importante para mim".

As performances polémicas de Pavlenski, desde costurar os próprios lábios em sinal de apoio ao grupo musical Pussy Riot até pregar a pele dos testículos na Praça Vermelha, na Rússia, captaram a atenção mundial. Em 2016, recebeu o Prémio Vaclav Havel da Dissidência Criativa, enquanto estava preso por duas das suas performances. O artista russo decidiu dar o valor do prémio (mais de 38 mil euros) a seis jovens acusados de matar polícias, o que não agradou ao júri que reverteu a decisão.

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