Polícia Federal

Detido hacker suspeito de divulgar dados de milhões de brasileiros

Detido hacker suspeito de divulgar dados de milhões de brasileiros

A Polícia Federal brasileira prendeu esta sexta-feira um pirata informático suspeito de divulgar dados pessoais e fiscais de cerca de 223 milhões de brasileiros, incluindo de várias autoridades públicas.

O suspeito Marcos Roberto Correia da Silva, de 24 anos, conhecido pelo pseudónimo Vandathegod, foi preso preventivamente na cidade de Uberlândia, interior do estado de Minas Gerais, segundo fontes da Polícia Federal.

A prisão ocorreu no âmbito da operação "Deepwater", que investiga o furto, divulgação e comercialização de dados de 223 milhões de brasileiros, vivos e mortos, ocorrido em janeiro passado.

O hacker preso nesta sexta-feira é apontado como o principal responsável pelo que é considerado a maior fuga de informações da história do país. O suspeito também é acusado de colocar parte destas informações à venda em troca de criptomoedas.

A Polícia Federal brasileira informou também que identificou um segundo pirata informático que também "estaria vendendo esses dados por meio de suas redes sociais".

Os agentes também cumpriram cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Petrolina, no estado de Pernambuco e em Uberlândia, onde ocorreu a prisão.

As ordens judiciais foram expedidas pelo magistrado Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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A fuga de dados de cerca de 223 milhões de pessoas no Brasil foi divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo a partir do alerta de uma empresa especializada em segurança cibernética.

Os dados, incluindo nomes, endereços, salários, fotografias e declarações de rendimentos, foram extraídos ilegalmente e divulgados na 'deep web', cujo conteúdo não é indexado pelos motores de busca convencionais.

Segundo O Estado de S. Paulo, entre as autoridades que tiveram seus dados expostos estão o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, os onze magistrados do Supremo Tribunal Federal e os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia e do Senado Davi Alcolumbre.

Nos últimos meses, várias instituições brasileiras também foram alvo de ataques cibernéticos, como o Ministério da Saúde e o Tribunal Superior Eleitoral.

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