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Detido líder supremo da Irmandade Muçulmana

Detido líder supremo da Irmandade Muçulmana

A polícia militar do Egito deteve, esta quinta-feira, o líder supremo da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, a pedido da Procuradoria egípcia, anunciou uma fonte dos serviços de segurança à agência francesa AFP.

O líder da Irmandade Muçulmana "foi detido na cidade de Marsa Matrouh (a oeste) a pedido da Procuradoria egípcia, por apelar para a morte de manifestantes" que exigiam a demissão do Presidente Mohamed Morsi, precisou a mesma fonte oficial.

A ordem da Procuradoria foi divulgada um dia depois do exército egípcio ter deposto e detido Mohamed Morsi, há um ano no poder, após vários dias de protestos para exigir a sua demissão.

O paradeiro de Morsi mantém-se desconhecido, mas fonte da Irmandade Muçulmana citada por agências internacionais, indicou que o presidente foi separado da sua equipa e levado para o Ministério da Defesa, onde está detido.

O procurador, Ahmed Ezzeldin, emitiu também uma ordem de detenção contra o "número dois" da Irmandade Muçulamana, Khairat al-Shater, cujo padreiro se desconhece.

A AFP cita outra fonte judicial, segundo a qual a Procuradoria vai começar a questionar, já na próxima segunda-feira, vários membros da Irmandade, incluindo o Presidente deposto Morsi, por "insultar o [sistema] judiciário", numa altura em que as acusações contra o grupo continuam a acumular-se.

A mesma fonte adianta ainda que outros dirigentes da Irmandade, tais como o presidente do braço político do grupo, o Partido Liberdade e Justiça, Saad Katatni, serão questionados sobre as mesmas acusações.

Mohamed Morsi e outros altos dirigentes islamitas também estão a ser investigados pelo seu alegado envolvimento numa fuga da prisão em 2011, e como tal estão impedidos de deixar o país.

O caso prende-se com a fuga de reclusos da prisão de Wadi Natroun em 2011, durante a revolta que acabou por depor o ex-presidente Hosni Mubarak.

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