Suazilândia

Detidos dois suspeitos no caso de desaparecimento de português

Detidos dois suspeitos no caso de desaparecimento de português

A polícia da Suazilândia deteve dois homens suspeitos de estarem ligados ao desaparecimento de um empresário português naquele país, ocorrido há duas semanas.

Dois homens, de 44 e 34 anos, um chinês e outro vietnamita, foram detidos na sexta-feira com duas armas de fogo, munições e máscaras e aguardam por uma audiência em tribunal.

As informações foram prestadas pelo comissário nacional da Polícia Real da Suazilândia (Royal Swaziland Police), Isaac Magagula, numa conferência de imprensa realizada no sábado.

Citado hoje pelos jornais "Sunday Observer" e "Times of Swaziland", aquele responsável acredita que Almor Oliveira, 77 anos, foi raptado e que os dois detidos estarão ligados ao crime, embora sem esclarecer no que se baseia a suspeita.

Os investigadores acreditam que o empresário português está vivo e que o rapto tenha sido feito por uma organização internacional, acrescentou.

"O nosso cerco está a encurralar o grupo criminoso", disse Isaac Magagula.

Depois da conferência de imprensa, os polícias participaram numa cerimónia religiosa à porta fechada, com dois pastores, com o intuito de os ajudarem nas investigações, referem os jornais.

O comissário nacional explicou que aquela força de segurança vai recorrer a todas as formas de apoio para tentar resolver o caso.

Na última semana, a Polícia Real da Suazilândia lançou uma recompensa no valor de 10.600 euros para quem tenha informações sobre o caso.

Almor Simões Oliveira, 77 anos, natural de Oliveira do Bairro, é um empresário do setor industrial que reside há várias décadas na cidade de Matsapha, no pequeno país situado entre a África do Sul e Moçambique.

O desaparecimento deu-se no domingo de Páscoa.

O empresário participou numa missa, mas já não compareceu num encontro familiar que se realizou a seguir.

O carro que o português conduzia foi encontrado mais tarde junto a um armazém onde tem obras em curso, no parque industrial de Matsapha.

Havia marcas de sangue na viatura e o espelho retrovisor interior estava partido, o que levou as autoridades a crer que Almor Oliveira lutou com alguém antes de desaparecer.