Covid-19

Dez burlas, esquemas e crimes que se aproveitaram da pandemia

Dez burlas, esquemas e crimes que se aproveitaram da pandemia

Do sofisticado ao estranho, a pandemia desencadeou uma onda de esquemas em todo o mundo, desde doses falsas e passes de vacinas à venda na Internet a cremações criminosas.

Estas são dez das fraudes mais flagrantes dos últimos meses:

- "A vacinação é opcional" -
Desde que o governo francês tornou obrigatória a prova de vacinação para entrar em cafés e outros locais públicos, floresceu um mercado negro que vende passes de saúde falsificados por centenas de euros. Contas que raramente duram mais do que alguns dias nas redes sociais anunciam abertamente documentos falsos. Entre os anúncios estão "A vacinação é opcional graças ao nosso serviço" ou "Diga não à vacina e obtenha um passe de saúde sem ser vacinado". Os falsificadores também estão a prosperar na Rússia.

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- Tirar dinheiro aos ricos -
Pelo menos 800 pessoas receberam vacinas falsas no Uganda, no mês passado, num esquema envolvendo médicos e profissionais de saúde "sem escrúpulos" que visavam pessoas que pretendiam pagar por uma imunização. Cobravam entre 25 a 120 dólares (20 a 100 euros) por uma vacina falsa.

- Apenas água -
Um esquema de grande escala na capital comercial da Índia, Bombaim, em junho, enganou duas mil pessoas que pensavam estar a ser vacinadas. De facto, foram injetadas com uma solução salina.

- Cremação criminosa -
Cinco membros de um gangue na cidade indiana de Agra usaram equipamento de proteção completo para cremar um homem que tinham assassinado, fingindo que tinha morrido de covid-19. "Para evitar serem apanhados... usaram um kit de proteção e um saco para embalar e transportar o corpo para o local da cremação", revelou a polícia.

- Vacinação contrafeitas -
Um homem fazendo-se passar por funcionário público com um mestrado em genética foi apanhado em Calcutá, no sul da Índia, em junho, por alegadamente ter dirigido até oito centros de vacinação. Pelo menos 250 pessoas foram injetadas num local e acredita-se que quase 500 pessoas no total receberam vacinas falsificadas. O esquema foi descoberto depois de uma atriz e política, Mimi Chakraborty, que recebeu uma injeção num dos centros ter suspeitado da situação e alertado a polícia.

- Milionários médios -
Um casal canadiano foi imunizado depois de viajar até uma comunidade remota para receber vacinas destinadas a povos indígenas vulneráveis e idosos. Em junho foram multados em cerca de 1500 euros, mas muitos pediram uma sentença mais severa.

- Farmacêutico antivacinas -
Em junho, um farmacêutico de um hospital no Wisconsin foi detido e condenado a três anos de prisão, depois de se ter declarado culpado de adulteração de centenas de doses da vacina da Moderna, num caso que afetou 57 pessoas. O farmacêutico tinha retirado frascos de vacinas do frigorífico e deixou-os fora durante horas antes de os devolver para serem administrados no dia seguinte.

- Roubo a presos -
Quatro pessoas foram presas na Indonésia por alegadamente roubarem vacinas destinadas a prisioneiros e as venderem ao público. Os suspeitos levaram mais de mil doses da vacina Sinovac e venderam-nas a compradores na capital do país, Jacarta, e em Medan, Sumatra do Norte.

- Zaragatoas sujas -
Os responsáveis pelos testes no aeroporto de Medan, na Indonésia, reciclaram as zaragatoas dos testes, lavando-as e reembalando-as. A polícia diz que o esquema pode ter afetado milhares de passageiros.

- Creme anti-rugas -
Ampolas falsas de vacinas estavam armazenadas em frigoríficos de cerveja numa clínica do México, enquanto na Polónia as doses confiscadas continham uma substância cosmética que se pensava ser um creme anti-rugas.

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