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Dez cientistas investigam origem da covid-19 em Wuhan

Dez cientistas investigam origem da covid-19 em Wuhan

A Organização Munidal de Saúde vai enviar uma equipa de 10 cientistas , no próximo mês, para investigar a origem do novo coronavírus na cidade de Wuhan, na China. O objetivo principal é recolher dados para evitar surtos no futuro, diz o cientista alemão Fabian Leendertz.

A investigação começa já em janeiro e os cientistas vão focar-se na análise de amostras médicas e em radiografias anteriores ao primeiro surto, de forma a averiguar se o vírus já circulava. Serão também recolhidas amostras em animais na tentativa de localizar o primeiro animal portador. Acredita-se que o novo coronavírus teve origem no mercado de venda de animais, especialmente em morcegos, e assim foi transmitido para os humanos. Os primeiros casos começaram a ser registos em dezembro de 2019. Porém, os especialistas desconfiam que o vírus pode apenas se ter amplificado ali. Estas análises servem "para ver onde essa pista nos leva, se é a outra cidade ou se fica em Wuhan ou para onde vai", diz Fabian Leendertz, numa entrevista à Associated Press.

Tudo aponta para que a investigação dure entre quatro a cinco semanas, e até ao momento não foram impostas restrições à equipa de cientistas. Apenas terão de fazer quarentena à chegada, durante duas semanas. Após concluídas as investigações, será divulgado um relatório com as descobertas."Não se trata realmente de encontrar um país culpado. Trata-se de tentar compreender o que aconteceu e depois ver, com base nesses dados, como podemos tentar reduzir o risco no futuro", afirma Fabian Leendertz, do Instituto Robert Koch.

Recentemente, as autoridades chinesas e varios meios de comunicação apontaram que o vírus teve origem fora da China, revelando relatórios que demonstram a presença do vírus anteriormente em Itália. Analistas asseguram que os relatórios não tem qualquer fundamento e que são apenas "propaganda". "É evidente, do ponto de vista da saúde pública, que se inicia as investigações onde os casos humanos surgiram pela primeira vez", diz Michael Ryan, diretor do programa de emergências sanitárias da OMS, ao "The Guardian".

O cientista recorda que uma das maiores dificuldades para quem contrai o SARS-CoV-2 é apresentar uma panóplia de sintomas semelhantes à gripe, bem como nenhum sintoma, o que dificulta o rastreio da cadeia de infeção. "O grande objetivo é tentar descobrir o que aconteceu. De qual animal o vírus surgiu e como talvez saltou para um intermediário e depois para os seres humanos. É reconstruir o cenário", explica.

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