Malala

Dez condenados a prisão "perpétua" por ataque a Malala

Dez condenados a prisão "perpétua" por ataque a Malala

Um tribunal da cidade de Mingora, no noroeste do Paquistão, condenou dez homens à prisão perpétua pela tentativa de assassínio em 2012 de Malala Yousafzai.

"Dez atacantes que estiveram envolvidos no ataque a Malala Yousafzai foram condenados a prisão perpétua", disse um responsável do tribunal à agência France Presse. A informação foi confirmada por um advogado presente na audição.

A sentença de prisão perpétua no Paquistão corresponde a 25 anos.

O exército paquistanês anunciou em setembro a detenção dos dez suspeitos. As autoridades indicaram na altura, no entanto, que o homem que disparou sobre a adolescente, identificado como Ataullah Khan, se terá refugiado do outro lado da fronteira, no Afeganistão, como acontece com numerosos jiadistas do TTP. O chefe talibã Mullah Fazlullah, que ordenou o ataque, também terá fugido para o Afeganistão.

A operação de detenção dos suspeitos envolveu o exército, a polícia e os serviços secretos. O porta-voz do exército Assim Bajwa disse que o grupo tinha uma lista de 22 alvos, além de Malala, todos indicados por Fazlullah.

Após o ataque a 9 de outubro de 2012, a adolescente, então com 14 anos, foi levada entre a vida e a morte para um hospital em Birmingham, no Reino Unido, onde recuperou a consciência alguns dias mais tarde e onde continua a viver.

Malala tornou-se um ícone mundial da luta pela educação das raparigas e recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2014, ao lado do ativista indiano Kailash Satyarthi. Com 17 anos, Malala tornou-se na pessoa mais jovem a receber esta distinção.

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