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Dez pessoas morreram no Egito desde que o presidente Morsi foi afastado

Dez pessoas morreram no Egito desde que o presidente Morsi foi afastado

Dez pessoas morreram em confrontos no Egito, depois de as Forças Armadas terem deposto o presidente Mohamed Morsi e suspendido a constituição, segundo a imprensa local, que aclamou a queda do Governo.

Seis pessoas morreram em confrontos nos arredores do edifício do Governo da cidade de Marsa Matruh, noroeste do Egito.

O incidente começou quando dezenas de apoiantes de Morsi atacaram as forças encarregadas de proteger a sede do Governo, provocando ainda 15 feridos, noticiou a agência oficial MENA.

Em Minia (sul do Egito), três pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas depois de um ataque de um grupo de apoiantes de Morsi a opositores que celebravam a queda do Governo na praça Al Shuhada.

Uma pessoa morreu e 12 ficaram feridas depois de confrontos entre apoiantes e opositores de Morsi, em Alexandria, acrescentou a MENA.

Noutras localidades, como Al Fayum (sul do Cairo), não se registaram vítimas mortais, mas houve 70 feridos, segundo fontes oficiais.

Depois de controlada a situação pelas forças de segurança e do êxtase da multidão na praça Tahrir, no Cairo, os principais jornais do Egito fizeram referência à queda de Mohamed Morsi.

O jornal estatal "Al-Ahram" escreveu "Presidente derrubado pela legitimidade revolucionária" na primeira página.

O diário independente "Sherrouk's" na manchete referiu que "as pessoas e o exército venceram" e "a revolução terminou com o poder de Morsi e da Irmandade Muçulmana".

"Bem-vindo ao Egito" escreveu "Al-Masry Al-Youm", outro diário independente.

"É uma revolução... não é um estratagema sr. Obama!", declarou o jornal "Tahrir" em inglês no topo da primeira página.

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse que os Estados Unidos estavam "profundamente preocupados" pelo golpe militar que derrubou Morsi.

O jornal "Liberdade e Justiça", pró-Morsi, optou por ignorar os acontecimentos da praça Tahrir, dando destaque aos protestos de apoiantes Islamitas do presidente egípcio noutros lugares.

"As pessoas vão para as ruas em apoio de legitimidade", disse a publicação, sem deixar de sublinhar o fracasso de Morsi na tentativa de fazer concessões à oposição.

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