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Dezenas de milhares concentrados no centro de Madrid

Dezenas de milhares concentrados no centro de Madrid

Dezenas de milhares de pessoas estão concentradas, na manhã deste sábado, na Praça Colon, centro de Madrid, onde confluem várias 'marés' de protesto associadas à "Marcha sobre Madrid", iniciativa da Cimeira Social, que reúne mais de 150 organizações.

De todas as ruas de acesso à praça chegam participantes no protesto que aqui ouviram os responsáveis da Cimeira Social, plataforma criada em julho e que exige que o Governo espanhol referende as medidas de austeridade.

Famílias, com carrinhos de bebé, outras com os filhos de mãos dadas, trabalhadores de vários setores de atividade - polícias, bombeiros, mineiros, enfermeiros e professores, entre muitos outros - juntaram-se no protesto deste sábado.

Na praça, todos procuram as poucas sombras, com o sol forte de início da tarde a sentir-se enquanto se esperam os discursos e a leitura de um manifesto da Cimeira Social que pretende que esta "grande manifestação sobre Madrid" tenha "grande importância histórica em termos sociais e reivindicativos".

Ao longo do Paseo da Castellana, por onde confluíram várias das marchas - cada cor representando um setor de atividade, o negro para o geral da função pública - ouviram-se petardos e gritos de contestação às políticas do Governo.

Num ambiente reivindicativo, grupos de toda a Espanha - dezenas de autocarros estão estacionados ao longo do percurso - juntaram-se no protesto que ocorre a poucas dezenas de metros do local, na Calle Génova, onde está a sede do Partido Popular (PP), partido do Governo em Espanha.

Fachas de várias cores denunciam o corte dos serviços sociais, dos salários e o ataque à função pública.

"Sim, sou funcionário público. Não, não tenho culpa da crise. Basta!", é uma das mensagens mais repetidas, escrita a branco nas camisolas negras de muitos.

A presença das principais centrais sindicais é claramente visível, com bandeiras das Comissões Operárias (CCOO), da UGT e da CGT, entre outras, representando os trabalhadores da função pública espanhola, os mais penalizados pelas medidas de austeridade.

Vários dirigentes políticos tinham previsto participar no protesto, entre os quais dirigentes do PSOE e da IU.

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