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Dezenas de milhares em Telavive para pedir "justiça social"

Dezenas de milhares em Telavive para pedir "justiça social"

Dezenas de milhares de manifestantes concentraram-se este sábado em Telavive, disseram os organizadores da onda de contestação social sem precedentes que surgiu no Verão passado em Israel.

"O povo exige um aumento do orçamento" e "Justiça Social", lia-se em cartazes dos manifestantes, que exigiam também "mais habitação pública".

A maior concentração - embora menor que os grandes protestos dos últimos meses - ocorreu em Telavive, onde os manifestantes desfilaram até à praça Yitzhak Rabin, em frente à câmara da cidade.

Esta mobilização decorreu numa altura de aumento da violência entre os grupos armados palestinianos da Faixa de Gaza e o exército israelita, que já fez hoje pelo menos sete mortos palestinianos.

A última grande manifestação contra o aumento do custo de vida e a subida vertiginosa dos preços da habitação reuniu a 3 de Setembro perto de meio milhão de israelitas "indignados" em todo o país.

No seu site da Internet, os organizadores deste movimento apelaram para a mobilização "para exigir do Knesset (parlamento) e do Governo a anulação do orçamento de 2012 e a apresentação de um novo orçamento social que tenha em conta as exigências da população".

"Saiam à rua em massa para mostrar aos nossos dirigentes eleitos que continuamos aqui", exortaram os organizadores.

Estavam igualmente previstas manifestações no norte do país, em Haifa e Kyriat Shmona, no sul, em Beersheva e Eilat, na região centro, em Hod Hasharon e Modiin, bem como em Jerusalém.

Estes protestos constituem um teste, após dois meses de acalmia social, durante os quais os acampamentos de tendas nas ruas de várias cidades para denunciar os elevados preços das casas foram desmantelados.

Na frente política, o governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, adotou a 09 de outubro propostas de reformas que deverão permitir baixar o custo de vida e os preços da habitação, reduzir os impostos e aumentar o financiamento da educação das crianças em idade pré-escolar.

Tais medidas foram avançadas por um relatório do economista Manuel Trajtenberg, presidente de uma comissão governamental nomeada por Netanyahu.

Este pacote de medidas económicas foi considerado muito insuficiente pela organização do movimento social, que exige mudanças de fundo.