Justiça

Dezenas de mulheres acusam Pornhub de publicar conteúdo não consensual

Dezenas de mulheres acusam Pornhub de publicar conteúdo não consensual

Mais de 30 mulheres processaram, esta quinta-feira, o Pornhub, um dos maiores sites de pornografia do mundo, e a empresa que gere esta plataforma de streaming, a MindGeek, por usarem vídeos explícitos de forma não consensual.

As 34 mulheres, que acusam a Pornhub e a MindGeek, apresentaram uma queixa na Califórnia, nos Estados Unidos, alegando que o site lucrou com a publicação e visualização de vídeos que retratam violações, pornografia infantil, tráfico sexual, extorsão e outros conteúdos sexuais não consensuais, acusando as empresas de violar a Lei de Proteção às Vítimas de Tráfico e Violência de 2000.

Estas mulheres acusam a MindGeek de usar conteúdo não consensual para conseguir tornar-se na "empresa dominante de pornografia online do mundo", realçando que a MindGeek é uma "empresa criminosa clássica", que apresenta uma estrutura de negócios criada para monetizar conteúdo sexual não consensual.

O site de conteúdos pornográficos, Pornhub, negou estas alegações de que é acusado, referindo, num comunicado à "BBC", que as acusações "são totalmente absurdas, imprudentes e categoricamente falsas", acrescentando que "investiga qualquer reclamação ou alegação feita sobre o conteúdo que está na plataforma", devido à medida de "tolerância zero" para conteúdo ilegal.

O conteúdo que é partilhado no site da Pornhub é carregado pela própria comunidade, sendo possível visualizar os vídeos publicamente. Porém, a empresa garante que cada vídeo que é enviado é revisto e analisado por moderadores humanos. Mas, segundo aponta a "CBS", a plataforma não exige que os utilizadores verifiquem a identidade ou idade das pessoas apresentadas nos vídeos, nem confirmam o consentimento das pessoas que aparecem nestes vídeos.

Serena Fleites é uma das mulheres que dá a cara por este processo, depois de ter conhecimento de que um vídeo seu estava na plataforma, na qual não tinha dado consentimento para ser publicado.

Uma outra mulher, que também faz parte deste processo, revelou à "CBS" que um vídeo seu que envolve nudez tinha sido publicado no site sem o seu consentimento, depois de saber da existência deste vídeo através de uma amiga.

PUB

As empresas MindGeek e Pornhub já tinham sido acusadas, em dezembro do ano passado, numa coluna do jornal "The New York Times" de mostrar abuso infantil e comportamento sexual não consensual. O Pornhub negou as acusações, considerando-as "irresponsáveis e claramente falsas". Porém, as declarações não deixaram de que as empresas Mastercard, Visa e Discover bloqueassem os clientes de usar os cartões de crédito para fazer compras na plataforma.

Após estas acusações, o Pornhub implementou novas medidas de segurança, garantindo que apenas os utilizadores verificados possam publicar conteúdos no site, assim como os vídeos que estão na plataforma não podem ser descarregados. Em fevereiro deste ano, o site introduziu outras medidas de verificação, moderação e deteção do conteúdo que é publicado na plataforma.

A empresa que gere o Pornhub, a MindGeek, detém ainda mais de 100 sites pornográficos, como o RedTube, Tube8 e YouPorn, acumulando 3,5 mil milhões de visualizações por mês nos vídeos publicados nestas plataformas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG