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Dilma completa um ano no poder com popularidade recorde

Dilma completa um ano no poder com popularidade recorde

É a terceira mulher mais poderosa do planeta, segundo a "Forbes", e lidera a sexta economia do Mundo. Dilma Rousseff, presidente do Brasil, completa este domingo um ano no poder. O seu estilo venceu e já ninguém tem dúvidas de quem manda no Brasil: Dilma

Dilma Rousseff, de 64 anos, foi eleita presidente da República para dar continuidade à política de crescimento económico do Governo de Lula da Silva. Ofuscada no dia da tomada de posse pela presença do seu antecessor e, inclusive, pela elegância da esposa do vice-presidente Michel Temer, a ex-combatente da ditadura militar conseguiu, contudo, desvincular-se da imagem do seu "padrinho" muito antes do que se imaginava.Dona de um estilo conservador, mais voltado para gestão do que para temas políticos, Dilma Rousseff operou uma verdadeira "faxina" no seu ministério. Seis ministros foram afastados por irregularidades em apenas 12 meses de Governo e nem mesmo o apelo de Lula da Silva foi suficiente para garantir a permanência de antigos aliados à frente de pastas importantes, como a do Desporto.O foco no combate à corrupção conquistou a classe média tradicional e impulsionou a sua popularidade no país. Primeira mulher a tornar-se presidente do Brasil, a dama-de-ferro terminou o ano de 2011 como a chefe de Estado mais bem avaliada num primeiro ano de mandato. Para o analista do "BrazilPolitcs", João Augusto de Castro, Dilma terá de enfrentar desafios mais difíceis em 2012, especialmente por tratar-se de um ano com eleições nos cinco mil municípios do país."A população pode-se mostrar mais crítica e pedir mais do Governo, incluindo reformas que não empreendeu, sobretudo se a crise atingir o Brasil e se aumentarem as denúncias e as disputas entre os seus aliados de Governo", sublinhou João Augusto de Castro,.Tirar 16 milhões da misériaA presidente afirmou que o ano de 2012 será mais "próspero e melhor" do que 2011. A meta do Governo é tirar 16 milhões de brasileiros da miséria, dando continuidade aos avanços sociais de Lula, que alcançou os 30 milhões.Eleita a terceira mulher mais poderosa do Mundo pela revista norte-americana "Forbes", Dilma também rompeu barreiras no estrangeiro. A presidente brasileira foi a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral das Nações Unidas. No entanto, a política externa não sofreu grandes alterações. Depois de criticar a posição do Governo Lula da Silva numa votação na ONU, que condenava o Irão por abusos de Direitos Humanos, criou-se uma grande expectativa de mudança, mas o Brasil voltou a abster-se numa votação que condenou o país de Mahmoud Ahmadinejad.