Grupo Estado Islamico

Dinamarca pagou subsídio de desemprego a 28 jiadistas

Dinamarca pagou subsídio de desemprego a 28 jiadistas

A Dinamarca pagou subsídios de desemprego a 28 dinamarqueses que estavam na Síria a combater ao lado do grupo Estado Islâmico, segundo dados dos serviços de informações dinamarqueses.

Dos 28 cidadãos identificados pelos Serviços de Segurança e Informações (PET) dinamarqueses, 15 foram intimados a devolver o dinheiro, oito continuam sob investigação e cinco casos foram arquivados por falta de provas, segundo o tabloide dinamarquês "BT".

Segundo o jornal, os serviços de informações chegaram a estes dados cruzando informações de várias autoridades.

"É extremamente importante que não sejamos ingénuos", disse a ministra da Justiça, Mette Frederiksen, ao jornal.

A Dinamarca tem um dos melhores sistemas de proteção no desemprego, com os beneficiários a receberem até 801 coroas (108 euros) por dia por um prazo que pode chegar aos dois anos.

Alguns dos jiadistas referidos recebiam no entanto quantias significativamente inferiores, segundo o jornal.

A Dinamarca é, proporcionalmente, um dos países ocidentais com mais cidadãos a combater na Síria nas fileiras do grupo radical Estado Islâmico.

Os serviços de informações estimaram em junho que "mais de 100" dinamarqueses foram para a Síria, mas um especialista em Médio Oriente, Naser Khader, considerou que o número deve ser maior.

"O número está a crescer em vários países, por que haveria de ser diferente na Dinamarca?", questionou Naser Khader, numa entrevista ao jornal "Berlingske".

Desde junho, data daquela estimativa, o Estado Islâmico obteve uma projeção crescente e isso, explicou Khader, significa conseguir recrutar mais combatentes.

Na Suécia, os serviços secretos estimam que 300 nacionais tenham viajado para a Síria para combater nas fileiras dos extremistas, em França 400, no Reino Unido 500 e na Alemanha 550.

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