Crise política

Direita pede eleições antecipadas em Itália

Direita pede eleições antecipadas em Itália

Os partidos de direita em Itália, Liga, Irmãos de Itália e Força Itália, pediram esta sexta-feira ao chefe de Estado, Sergio Mattarella, antecipação de eleições, embora admitam a possibilidade de outras formas de colaboração para resolver a crise governamental.

O líder do partido de extrema-direita Liga, Matteo Salvini, participou juntamente com a líder do Irmãos de Itália, Giorgia Meloni, e o vice-presidente da Força Itália (FI), Antonio Tajani, numa ronda de consultas convocada por Mattarella para analisar possíveis soluções.

"Confirmamos ao Presidente da República a nossa disposição para analisar uma possível dissolução das câmaras parlamentares e se convoquem eleições", afirmou Salvini à imprensa, que não foi autorizada a colocar perguntas.

"A direita espera que se ofereça aos italianos a possibilidade de dar vida em pouco tempo a um governo unido com um programa compartilhado pelos eleitores e com uma forte maioria para abordar os graves problemas da nação", acrescentou.

Se não for possível convocar eleições, os três partidos vão analisar a decisão do chefe de Estado após consultas entre si.

De qualquer forma, estão dispostos "a colaborar na aprovação de todas as medidas necessárias para proteger os interesses dos italianos, começando pela gestão eficaz dos fundos europeus de recuperação, a campanha de vacinação e as ajudas a famílias e empresas afetadas pela pandemia de covid-19".

As três formações confirmaram a Mattarela que não vão apoiar o atual governo, mesmo que haja uma reorganização, e criticaram a crise política, "provocada por disputas, vaidades e interesses pessoais" do atual Executivo.

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"A delegação unida de partidos de direita, que representa a maioria do país e governa 14 das 20 regiões, expressou ao Presidente da República a sua preocupação comum pela situação sanitária, económica e social em que se encontra Itália, uma situação que tem sido agravada por um governo incapaz e que nasceu num pacto palaciano", sublinhou Salvini.

Também esta sexta-feira, o partido antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), principal força do atual Parlamento, não descartou negociar novamente com o líder do Italia Viva (IV), Matteo Renzi, para superar a crise governativa.

"Expressamos a nossa disponibilidade de debater com quem quer dar respostas ao país. Um espírito colaborador para um governo político que parta com as forças de maioria que trabalharam juntas durante este ano e meio", apontou o chefe político da formação, Vito Crimi, depois de participar na ronda de consultas de Mattarella.

O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, demitiu-se na segunda-feira depois de Renzi ter abandonado a coligação, formada pelo M5S, o Partido Democrata (PD) de Conte, e o Livres e Iguais (LeU), devido ao desacordo sobre a distribuição dos fundos europeus para o Plano de Recuperação da pandemia de covid-19.

Na quinta-feira, Renzi não fechou a porta a uma reaproximação com as forças da maioria governamental, apesar de exigir primeiro um programa ambicioso e se estas se comprometerem com uma reconciliação.

O M5S foi franco em defender a permanência de Conte como primeiro-ministro, enquanto Renzi disse que não vetaria nenhum nome, embora tenha defendido primeiro a negociação do programa e só depois a decisão sobre quem vai dirigir o novo executivo.

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