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Moçambique

Dirigente da Renamo e marido abatidos a tiro na véspera das eleições

Dirigente da Renamo e marido abatidos a tiro na véspera das eleições

Uma dirigente local da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, e o marido foram abatidos a tiro por desconhecidos no interior de Moçambique, sendo o mais recente caso conhecido de homicídio de atores políticos durante a última campanha eleitoral.

O casal, Babula Jeque e João Fenhane, foi dado como desaparecido há uma semana e os corpos foram encontrados na sexta-feira, crivados de balas, disse, esta segunda-feira, à Lusa fonte do Centro de Integridade Pública (CIP), cujos observadores reportaram o caso.

Babula era presidente da Liga feminina da Renamo, no distrito de Zumbo, província de Tete.

Fonte da polícia moçambicana contactada pela Lusa remeteu esclarecimentos sobre o caso para um comunicado que aquela força de segurança está a preparar sobre o assunto.

"Pelo que nós sabemos, a senhora estava em missão de trabalho" na segunda-feira, dia 14, um dia antes das eleições, disse à Lusa o investigador do CIP, Borges Nhamire.

"Viajava de mota na companhia do seu esposo em direção a Muze, para deixar credenciais e cópias de cadernos eleitorais aos delegados da Renamo", quando foram mortalmente baleados por desconhecidos, cerca das 10 horas, na localidade de Ntongue, no distrito de Zumbo.

Com este caso, segundo as estimativas do CIP, sobe para 46 o número de mortes durante o processo eleitoral (desde o início da campanha), de entre as quais 11 mortes terão sido assassínios e as restantes causadas por acidentes.

A organização da sociedade civil pede esclarecimentos por parte da polícia para todos estes casos, mas refere que as mortes "dificilmente são esclarecidas e isso não é coisa de hoje", lamentou Nhamire.

"Prometem investigar, mas nunca há um esclarecimento. Temos Nampula como exemplo, onde foi criada uma comissão de inquérito" para em duas semanas averiguar um acidente que matou pelos menos 10 pessoas, no final de um comício, mas já passaram quase 30 dias "e não há nenhum resultado", concluiu.

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