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Dirigente iraniano diz que Israel vai lamentar "agressão" contra a Síria

Dirigente iraniano diz que Israel vai lamentar "agressão" contra a Síria

Israel vai lamentar a sua última "agressão contra a Síria", afirmou esta segunda-feira o principal dirigente iraniano da área da segurança, Saeed Jalili, em declarações a jornalistas, durante uma visita à capital síria.

"Tal como lamentaram todas as suas guerras (...) a entidade sionista vai lamentar a sua agressão à Síria", afirmou Jalili, que dirige o Conselho Nacional Supremo de Segurança iraniano, um dia depois de Israel ter confirmado implicitamente que realizou um ataque aéreo próximo de Damasco, na semana passada.

"O povo e o governo sírio estão sérios quanto a isto e o mundo muçulmano apoia a Síria", disse Jalili.

"A Síria está na vanguarda do confronto do mundo muçulmano com a entidade sionista", acrescentou, referindo-se a Israel.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, confirmou no domingo em Munique que o Estado judeu tinha organizado um ataque aéreo à Síria, depois de relatos de um ataque que o regime sírio disse ter atingido um complexo militar próximo da capital.

Barak disse, durante a conferência de segurança de Munique, que o ataque foi "outra prova" da determinação de Telavive: "Quando dizemos uma coisa, queremos dizer isso mesmo".

Entretanto, o Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, disse a uma televisão árabe, baseada em Beirute, que o raide era prova da "fraqueza" israelita e que a Síria estava incapaz de retaliar devido ao conflito em curso.

"Estamos à espera de outras condições na Síria, que lhe permitam defender-se a si própria", disse Ahmadinejad à televisão Mayadeen.

O Presidente iraniano afirmou ainda que "a guerra não é solução" na síria e apelou ao Governo de Damasco e à oposição para que negoceiem.

Inquirido sobre se o Presidente sírio, Bashar al-Assad, se deve demitir, Ahmadinejad respondeu: "Penso que deve ser o povo sírio a determinar quem fica e quem sai".

O ataque aéreo de 30 de janeiro atingiu mísseis terra-ar e um complexo militar que se acredita armazenar armas químicas, segundo uma fonte dos EUA.

O regime de Teerão tem fornecido a Al-Assad um inequívoco apoio, ao longo dos 22 meses que já dura a guerra civil, que a Organização das nações unidas estima que tenha causado mais de 60 mil mortos.

O ministro da Defesa sírio, Fahd al-Freij, afirmou hoje que o raide de Israel tinha sido uma "retaliação" pela ações militares bem-sucedidas contra os rebeldes, dos quais disse serem "instrumentos" do Estado judeu.

"Israel retaliou", disse à televisão estatal. "Quando o inimigo israelita viu os seus instrumentos a serem perseguidos, respondeu às nossas operações militares contra os grupos armados", pormenorizou.

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