Israel

Disparo de míssil obriga a retirar Netanyahu de comício

Disparo de míssil obriga a retirar Netanyahu de comício

O primeiro-ministro israelita, em campanha nas eleições primárias do seu partido, foi retirado esta quarta-feira à noite de um comício eleitoral em Ashkelon, no sul de Israel, na sequência de relatos de iminentes disparos de mísseis na Faixa de Gaza.

De acordo com um vídeo transmitido pelo canal de televisão público Kan 11, um agente de segurança aproximou-se de Benjamin Netanyahu e informou-o de um "alerta vermelho", com a consequente retirada do evento. Antes de ser retirado, juntamente com a mulher, o primeiro-ministro saudou a assembleia, composta por cerca de cem eleitores membros do partido Likoud.

"Um projétil foi disparado da Faixa de Gaza para o território israelita e foi intercetado pelo sistema de defesa da Cúpula de Ferro", anunciou o exército num curto comunicado, acrescentando que as sirenes soaram especialmente na cidade de Ashkelon, onde foi realizado o comício de Netanyahu.

Na próxima quinta-feira, os membros do Likoud vão votar para eleger o seu novo líder, como parte de um desafio do principal rival do atual primeiro-ministro, Gideon Saar, determinado a ocupar o seu lugar. A 2 de março de 2020, Israel irá às urnas pela terceira vez em menos de um ano para tentar resolver a pior crise política da sua história, com líderes do partido Likoud e do seu rival "Bleu-Blanc".

Incapazes de concordar com a formação de um governo de coligação, os opositores dispararam em 19 e 20 de dezembro dois mísseis de Gaza em direção a Israel, sem provocar vítimas, divulgou o exército que, em resposta, bombardeou duas vezes as instalações do Hamas, partido que domina o enclave palestiniano.

Israel considera o movimento islâmico Hamas responsável por todos os mísseis disparados para o seu território, embora o Estado hebreu também tenha como alvo outros movimentos armados palestinianos na zona.

Desde 2008, Israel travou três guerras contra o Hamas e grupos armados aliados em Gaza, onde dois milhões de palestinianos vivem em conflito, pobreza e um bloqueio israelita imposto há mais de 10 anos.

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