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Londonderry

Dissidentes do IRA suspeitos de atentado contra tribunal na Irlanda do Norte

Dissidentes do IRA suspeitos de atentado contra tribunal na Irlanda do Norte

A polícia da Irlanda do Norte suspeita que dissidentes do Exército Republicano Irlandês (IRA) estejam por trás da explosão de um carro armadilhado diante de um tribunal em Londonderry, no sábado.

Dois homens, na casa dos 20 anos, já foram detidos, anunciou a polícia. O engenho foi colocado dentro de um veículo de entrega roubado e explodiu no sábado à noite enquanto a polícia, que recebeu um aviso, estava a retirar as pessoas da área. Não há relato de feridos.

A polícia e os especialistas em desarmar bombas do exército permanecem no local da explosão, este domingo. A polícia também pediu que às pessoas que permaneçam longe da área.

O chefe de polícia assistente, Mark Hamilton, disse que a bomba era um dispositivo artesanal e instável, considerando o ataque "incrivelmente imprudente".

"As pessoas responsáveis por este ataque não mostraram nenhuma consideração pela comunidade ou empresas locais", disse Hamilton.

O chefe de polícia assistente afirmou que a "principal linha de investigação" é de que a bomba foi colocada por um grupo conhecido como o Novo IRA.

A ministra britânica da Irlanda do Norte, Karen Bradley, condenou o ataque e disse que este visava alterar o progresso em direção à paz naquele território.

Os responsáveis, acrescentou Karen Bradley, "não têm absolutamente nada a oferecer" ao futuro da Irlanda do Norte. "Esta é uma violência intolerável e esperamos construir um futuro pacífico para todos na Irlanda do Norte", disse a ministra britânica.

"Brexit" está a aumentar as tensões

O Governo de partilha de poder da Irlanda do Norte foi suspenso por dois anos por causa de uma disputa entre os principais partidos políticos protestantes e católicos. A incerteza sobre o futuro da fronteira irlandesa depois do "Brexit" está a aumentar as tensões.

John Boyle, que é o autarca da cidade, também conhecida como Derry, disse que a violência "pertence ao passado e tem de permanecer no passado".

Elisha McCallion, uma política do Sinn Fein (antigo braço político do IRA), disse à imprensa que "ninguém quer este tipo de incidente".

"Não é representativo da cidade. Eu incentivo qualquer pessoa com informações sobre este incidente que fale com a polícia", declarou.

Mais de 3700 pessoas morreram durante décadas de violência antes do acordo de paz da Irlanda do Norte, em 1998. A maioria dos militantes renunciou à violência, mas pequenos grupos de dissidentes do IRA realizaram explosões e tiroteios ocasionais.