França

Dois meses depois, Notre-Dame só recebeu 80 milhões para a reconstrução

Dois meses depois, Notre-Dame só recebeu 80 milhões para a reconstrução

Logo após o rescaldo do devastador incêndio na parisiense Notre-Dame, foram muitos os milhões prometidos para reconstruir a catedral. Dois meses depois, apenas foram recebidos 9% dos 650 milhões anunciados.

As quatro entidades que estão a gerir as doações para a reconstrução da catedral dizem que receberam 9% dos 650 milhões de euros anunciados, ou seja, 80 milhões, informa a Franceinfo. Refira-se que o Estado francês entregou essa recolha de fundos à Fundação de França, à Fundação para o Património, Fundação Notre-Dame e ao centro de Monumentos Nacional.

O plano de recuperação está a contar com 650 milhões de euros provenientes dos quatro organismos e mais 200 milhões oriundos do Estado: um total de 850 milhões.

Entre os que se chegaram à frente para participar com grandes quantias nesta obra estão os grupos Louis Vuitton e o L'Oréal, Betterncourt-Meyers, que anunciaram doar um total de 200 milhões de euros cada um. No top três dos doadores estava ainda a família Pinault.

François-Henri Pinault, diretor executivo do grupo Artémis, que detém marcas de luxo como Gucci, Yves Saint Laurent e Balenciaga, e o pai, François Pinault, anunciaram uma doação de 100 milhões de euros. Também a empresa petrolífera francesa Total disse disponibilizar 100 milhões de euros para a recuperação.

Segundo o Governo local, é desejável que a reconstrução se conclua em cinco anos. O ministro da Cultura, Franck Riestre, já avisou que a estrutura da abóbada se mantém frágil.

A abóbada da histórica catedral colapsou parcialmente devido ao incêndio que deflagrou durante 15 horas a 15 de abril. A parte que resistiu ficou encharcada devido à água utilizada durante o combate ao fogo. As chamas fizeram com que a torre central caísse e 2/3 do teto desabasse.

Algumas das principais relíquias do património da catedral, como a Coroa de Espinhos, que terá sido usada por Jesus Cristo na crucificação, foram retiradas a tempo pelo bombeiros. A investigação levada a cabo sobre a origem do incêndio aponta para acidente relacionado com obras que decorriam numa das alas do monumento.

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