Migrações

Dois mortos e 23 desaparecidos após avaria em bote na costa tunisina

Dois mortos e 23 desaparecidos após avaria em bote na costa tunisina

Pelo menos dois migrantes morreram e 23 outros estão desaparecidos depois de a embarcação precária em que seguiam se ter avariado ao largo de Sfax, na costa tunisina, indicou fonte oficial.

Em declarações à agência noticiosa espanhola EFE, o responsável regional do Crescente Vermelho, Mongi Slim, adiantou que a embarcação, com 95 pessoas a bordo, tinha saído no domingo da cidade líbia de Zouara, a 60 quilómetros da fronteira com a Tunísia.

Depois de o motor se ter avariado, foi avistada por trabalhadores de uma plataforma petrolífera a 40 milhas náuticas (74 quilómetros) da costa, tendo-se conseguido salvar 38 pessoas, enquanto outras permaneceram no bote.

Segundo Slim, os responsáveis da plataforma petrolífera da empresa Miskar alertaram, depois, a guarda costeira tunisina, que acabou por ir buscar os sobreviventes.

Entre os resgatados figuram 37 eritreus, 32 sudaneses e um egípcio - todos homens adultos -, que foram, já na Tunísia, alojados pelas autoridades num hotel para cumprirem uma semana de quarentena obrigatória devido aos receios de contaminação com covid-19.

Os dois mortos, oriundos também da Eritreia, não foram identificados pelos outros migrantes resgatados, pelo que foram transportados para a morgue, onde serão feitos testes de ADN para que possam, depois, ser reclamados pela família.

Segundo o Alto Comissariado das nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), cerca de 23.500 pessoas conseguiram este ano atravessar o mar Mediterrâneo de forma irregular em canoas e outras embarcações precárias, atingindo as costas de Itália e Espanha, através de organizações criminosas que atuam na Tunísia, Argélia, Líbia e Marrocos.

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A Organização Internacional das Migrações (OIM), por seu lado, indicou que mais de 10 mil migrantes, 400 deles menores, maioritariamente do Sahel e da África Subsaariana, foram intercetados por patrulhas líbias em 2021, tendo sido instalados na Líbia, apesar de o país ser considerado "inseguro".

Segundo a OIM, 173 pessoas morreram afogadas e 459 estão desaparecidas na sequência dos vários naufrágios que ocorrem nesta rota, que liga as praias da Líbia às costas de Itália e Malta

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