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Dois mortos em operação antidroga em aeroporto internacional de São Paulo

Dois mortos em operação antidroga em aeroporto internacional de São Paulo

Dois suspeitos de integrarem uma "complexa organização criminosa" morreram, esta terça-feira, durante uma operação policial no Brasil contra o narcotráfico destinado à Europa a partir do aeroporto internacional de Viracopos, no estado de São Paulo.

Em causa está a "Operação Overload", desencadeada na manhã de hoje pelas autoridades brasileiras, e que envolveu cerca de 300 polícias federais, militares e civis.

No total, foram cumpridos 35 mandados de prisão temporária e 44 mandados de busca e apreensão em quatro estados brasileiros.

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Dois polícias estão entre os presos na operação, enquanto outros dois suspeitos foram mortos.

Segundo as autoridades policiais, foi montado dentro do aeroporto internacional de Viracopos uma "empresa paralela" que operava tráfico internacional.

De acordo com o chefe da Polícia Federal (PF) em Campinas, Edson Geraldo de Souza, o grupo não só enviava drogas para o exterior, como também prestava serviços para qualquer pessoa que quisesse enviar entorpecentes ou qualquer material ilícito para outro país.

"Eles montaram uma empresa paralela de logística para oferecer serviços de envio de droga para fora do país a quem tivesse interesse. Eles estavam abertos para fazer negócios com qualquer um", disse o chefe de polícia, em conferência de imprensa.

De acordo com a PF, a organização criminosa era composta por brasileiros -- principais fornecedores da cocaína e financiadores do esquema criminoso, além de serem responsáveis pelo aliciamento de funcionários aeroportuários, pela interferência ilícita nas operações de logística e branqueamento de dinheiro -- e estrangeiros, cuja atuação se dava em solo europeu, através do recebimento da droga.

"Entre os funcionários de empresas prestadoras de serviços na área restrita de segurança do aeroporto aliciados, há dezenas de pessoas em funções diversas: vigilantes, operadores de tratores, coordenadores de tráfego, motoristas, auxiliares de rampa, operadores de equipamentos e funcionários de empresas fornecedoras de refeições para voos, que eram responsáveis pelo esquema de embarque das drogas nas aeronaves com destino ao exterior", indicou a PF em comunicado.

Além desses funcionários, também foram cooptados pela organização criminosa um polícia militar e um polícia civil.

As investigações iniciaram-se em fevereiro de 2019, com a apreensão, na área restrita de segurança do Aeroporto Internacional de Viracopos, de 58 quilogramas de cocaína, com destino à Europa.

A partir dessa apreensão, a PF mapeou a atuação de toda a organização criminosa, identificando as respetivas lideranças e o processo utilizado para exportar grandes quantidades de cocaína a partir do aeroporto com destino ao continente europeu, além dos métodos utilizados para ocultar o lucro obtido com o esquema ilícito.

A operação de hoje resultou ainda na apreensão de imóveis, veículos e contas bancárias, além de 250 quilogramas de cocaína alegadamente pertencentes ao grupo.

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