Médio Oriente

Dois mortos no Iémen, protestos no Bahrein e Omã

Dois mortos no Iémen, protestos no Bahrein e Omã

Pelo menos duas pessoas foram mortas e cinco feridas quando a polícia disparou sobre manifestantes na província de Lahech, sul do Iémen. Os protestos continuam também no Bahrein e Omã.

Segundo testemunhas na província de Lahech, citadas pela agência EFE, a polícia disparou contra dezenas de manifestantes que irromperam num complexo habitacional no bairro de Sabar, em protesto contra Ali Abdalah Saleh, presidente do Iémen do Norte desde 1978 e do Iémen reunificado desde 1990.

A pressão acentuou-se, esta quarta-feira, sobre o líder iemenita, com a adesão de diversas regiões do sul a um movimento de contestação que parece ganhar amplitude.

Em Sanaa e Taez, a sul da capital, milhares de pessoas permaneciam mobilizadas para exigir a queda do regime, enquanto 17 manifestantes ficaram feridos em Hodeida (oeste) durante confrontos entre opositores e apoiantes do presidente, de acordo com testemunhos citados pela agência France Presse.

Os protestos no mundo árabe também prosseguiram no Bahrein, outra região do Golfo assolada por uma vaga de contestação contra a dinastia sunita, minoritária no país e no poder há dois séculos.

No entanto, e pela segunda vez desde 21 de Fevereiro, 300 mil manifestantes reuniram-se ao início da noite na capital Manama para exprimir o seu apoio à família real, afirmou a televisão oficial.

"A concentração da unidade nacional está a decorrer com a participação de mais de 300 mil cidadãos", indicou a televisão, que também exibia os diversos oradores que se sucediam na tribuna para manifestar a sua fidelidade à dinastia do Al-Khalifa.

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Pouco antes, milhares de manifestantes anti-governamentais tinham desfilado pacificamente nas ruas da capital em direcção ao ministério do Interior para exigir a libertação de todos os presos políticos.

Em Omã, outro estratégico país da região do Golfo, apoiantes do regime organizaram, em Mascate, um cortejo automóvel num sinal de apoio ao sultão Qaboos bin Said, enquanto os grupos de manifestantes que exigem aumentos salariais permanecem acampados frente ao Conselho consultivo.

O cortejo, composto por cerca de 200 viaturas, dirigiu-se do bairro dos ministérios, centro da capital, em direcção ao palácio al-Alam, uma das residências do sultão, a cerca de 20 quilómetros de Mascate.

Em simultâneo, cerca de 50 manifestantes permaneciam acampados frente ao Conselho consultivo, para exigir o fim da corrupção e melhores salários, de acordo com um correspondente da AFP.

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