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Bombas de fósforo e mísseis antiaéreos

Bombas de fósforo e mísseis antiaéreos

Pela primeira vez Israel diz que o Hamas utilizou mísseis antiaéreos na Faixa de Gaza. A confirmar-se, tal como o uso de metralhadores pesadas, revela um potencial bélico que não alterará a diferença de meios, mas que causará alguma mossa.

Segundo Israel, os operacionais do Hamas esconderam alguns desses mísseis, introduzidos na Faixa de Gaza através dos túneis que ligam a região ao Egipto, em mesquitas de Gaza, procurando dessa forma evitar os taques da Força Aérea israelita.

O porta-voz do Ministério da Defesa de Israel afirma que as suas forças "destruíram várias plataformas de lançamento de mísseis antiaéreos," mas acrescenta que "muitas outras estão ocultadas em meios civis".

Por outro lado, o Hamas garante que Israel usa bombas de fósforo branco em regiões "que sabe serem habitadas exclusivamente pela população civil", violando "todoas as regras da legislação internacional".

Hassan Yalaf, vice-ministro de Saúde do Hamas e director-geral do Hospital de Shifa, afirma que os hospitais recebem casos de "pacientes com profundas queimaduras e com a pele colorida de branco", o que poderia ter sido provocado pelas bombas de fósforo.

Israel não confirma nem desmente o uso destas bombas, mas esclarece que o seu uso, para criar nuvens de fumo fora de áreas de civis é permitido pela legislação internacional. Nem todos assim pensam, sendo muitos os especialistas que dizem que elas estão proibidas pela Convenção de Armas Químicas de 1997.

Entretanto, esperançado que até à sua posse, dia 20, o cessar-fogo tenha sido conseguido, o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, diz que está a criar uma equipa especial para o ajudar na questão do Médio Oriente.

"O Médio Oriente deve ser analisado como um todo", defende Obama, advogando "um trabalho com todos os actores da região que, dessa forma, permita que tanto israelitas como palestinianos possam alcançar as suas aspirações".

O desiderato proposto por Obama parece, de acordo com especialistas internacionais, difícil de concretizar sobretudo porque o presidente eleito garante, ao mesmo tempo, que "haverá uma certa continuidade na política norte-americana para o Médio Oriente ".

Ontem, o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, garantiu que Israel "está próximo de atingir os objectivos que fixou" para a sua ofensiva militar na Faixa de Gaza. Ou seja, "mudar as condições de segurança no sul de Israel e garantir a estabilidade e segurança da população a longo prazo".

Enquanto isso, o Egipto continua uma acção política em contra-relógio para tentar alcançar um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Ontem debateu exaustivamente a questão com dirigentes do Hamas e hoje vai fazer a mesma coisa com Israel.

"Um cessar-fogo é muito importante. Não podemos pôr as partes a negociar enquanto decorrerem combates", disse o responsável agípcio, Ismail Khart.

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