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Barack Obama quer dar dar "golpe de misericórdia" na al Qaeda

Barack Obama quer dar dar "golpe de misericórdia" na al Qaeda

O presidente norte-americano Barack Obama disse domingo que os Estados Unidos tinham a possibilidade de dar o "golpe de misericórdia" na al Qaeda depois da morte de Osama bin Laden e a apreensão de documentos em sua casa.

Numa entrevista à televisão CBS, Barack Obama indicou que as informações dos computadores apreendidos na casa de bin Laden estão a ser analisadas.

"Isso não significa que nós vamos derrotar o terrorismo", disse o Presidente dos Estados Unidos antes de acrescentar: "mas isso significa que temos uma chance, eu acho, de dar o golpe de misericórdia a esta organização".

Barack Obama defendeu, ainda, a necessidade de o Paquistão investigar os eventuais apoios de que o líder da al Qaeda, Usama bin Laden, gozava naquele país.

Na entrevista ao programa "60 Minutos" do canal de televisão norte-americano CBS, Barack Obama disse acreditar que "deveria haver algum tipo de rede de apoio a bin Laden no Paquistão", evitando acusar directamente o governo paquistanês de ter conhecimento da presença do líder da al Qaeda no seu território durante quase sete anos.

"Mas não sabemos quem ou de que apoio se tratava. Não sabemos se havia gente no governo (do Paquistão) ou fora do governo e isso é algo que temos de investigar e, mais importante, que o governo do Paquistão tem de investigar", disse o presidente norte-americano.

Esta entrevista surge uma semana depois de as forças norte-americanas terem morto o líder da al Qaeda num complexo a 56 quilómetros de Islamabad e próximo de uma academia militar.

A localização daquele complexo levantou algumas suspeitas de que as autoridades paquistanesas poderiam ter conhecimento sobre o local onde bin Laden estava escondido, apesar de sempre o terem negado.

O governo paquistanês comprometeu-se a investigar se membros da sua administração sabiam que bin Laden estava no país.

O primeiro-ministro do Paquistão, Yusuf Raza Gilani, vai hoje ao parlamento, em Islamabad, para apresentar a versão oficial do seu governo sobre a operação americana que resultou na morte de bin Laden.

Será a primeira vez que o governo paquistanês se manifestará publicamente sobre a morte do líder da al Qaeda, que causou uma crise interna no país.

O embaixador paquistanês nos Estados Unidos, Husain Haqqani, disse no domingo que "cabeças vão rolar" no governo do Paquistão caso as investigações concluam ter havido envolvimento de autoridades.

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