bin Laden

Informação para chegar a bin Laden foi obtida ao longo dos anos

Informação para chegar a bin Laden foi obtida ao longo dos anos

Os sinais que conduziram à localização de Osama bin Laden foram acumulados "ao longo dos anos" e não a partir de um interrogatório musculado de um detido, insistiu esta terça-feira o governo dos Estados Unidos.

"Não obtivemos uma informação específica num momento particular que nos tenha conduzido a Abbottabad. Foram informações que foram recolhidas ao longo dos anos", afirmou o principal conselheiro do presidente norte-americano Barack Obama para a luta anti-terrorista, John Brennan, na CNN.

Depois do anúncio da morte do líder da al-Qaeda, o próprio governo de Obama considerou os interrogatórios de dois detidos como "de grande importância".

O mensageiro pelo qual se chegou a bin Laden teria sido um protegido de Khaled Cheikh Mohammed, que reivindica a organização dos atentados de 11 de Setembro de 2001, e um colaborador de confiança de Abu Faraj Al-Libbi, considerado o número 3 da al-Qaeda, que foi capturado em 2005.

O antigo director da CIA durante a presidência de George W. Bush, Michael Hayden, estimou que o governo Obama "utilizou informações obtidas junto de alguns detidos 'de grande importância'", quando foram interrogados nas prisões secretas da agência central de informações norte-americana.

O governo Bush fora vivamente criticado pelo tratamento reservado a estes prisioneiros 'de grande importância', alguns dos quais foram torturados.

Desde que chegou à presidência, Obama proibiu o uso da tortura e encerrou as prisões secretas da CIA.

Mas Brennan procurou arrefecer os ardores dos antigos membros do governo Bush, que tentaram justificar o uso da tortura: "Houve muita informação proveniente de numerosas fontes, entre as quais alguns detidos", disse.