bin Laden

Obama decide não divulgar foto do cadáver do líder da al-Qaeda

Obama decide não divulgar foto do cadáver do líder da al-Qaeda

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu que a fotografia do cadáver de Osama bin Laden não será divulgada, noticiou a agência norte-americana AP.

Apesar do pedido de provas sobre a morte do líder da al-Qaeda vindas dos quatro cantos do mundo, Obama decidiu, definitivamente, não divulgar as fotos. Segundo alegou, os inconvenientes seriam maiores do que os benefícios.

Por seu turno, o secretário de Estado norte-americano da Justiça, Eric Holder, veio a público justificar a morte de bin Laden afirmando que se tinha tratado de um acto de "autodefesa nacional". "Se ele tivesse tentado render-se, acho que teríamos aceite, mas não houve qualquer indicação de que queria fazer isso, então a morte foi adequada", realçou.

A história pormenorizada conhecida da operação que levou à morte de bin Laden tem suscitado muitas dúvidas. Por isso, Navi Pillay, alta comissária da ONU para os direitos humanos, solicitou mais pormenores sobre o que de facto se passou.

O êxito da operação de localização e morte do líder da al-Qaeda teve por base informações cedidas por Khalid Sheik Mohamed, o homem que engendrou os ataques de 11 de Setembro de 2001 e que viria a ser preso, dois anos mais tarde, no Paquistão.

Sabe-se que Sheik Mohamed foi sujeito a torturas enquanto esteve preso em Guantánamo. Mais concretamente, em 183 vezes foi sujeito à técnica de afogamento simulado. O director dos serviços secretos norte-americano, CIA, Leon Panetta, reconheceu o recurso a torturas com vista à obtenção de informações. Contudo, pelo que parece, Sheik Mohamed acabou por revelar o nome do mensageiro de bin Laden durante um interrogatório.

Perante o ressurgimento do debate à volta das torturas - que foram proibidas com o Governo de Obama - , Leon Panetta veio explicar que foi um conjunto de informações que levaram a localizar o líder da al-Qaeda.

Soube-se, agora, por exemplo, que já há muito que os EUA tinham desprezado a ideia de que bin Laden vivia escondido em grutas. Com efeito, geógrafos da Universidade da Califórnia previram, em 2009, com um alto grau de precisão, o local onde bin Laden se escondia, baseando-se num modelo de probabilidades.

Ontem, o ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês criticou as declarações feitas pelo presidente da CIA sobre a falta de confiança que os EUA tinham no Paquistão para partilhar pormenores sobre a operação que matou bin Laden.

E, finalmente, ouviu-se, ontem, a reacção da al-Qaeda. Em declarações à France Presse, um dos líderes no Iémen prometeu vingança. "Eles [os EUA] vão ver aquilo que não esperam", prometeu.

Obama reserva-se o direito de agir de novo no Paquistão

Casa Branca afirmou também que Barack Obama se reserva o direito de agir novamente contra os suspeitos de terrorismo no território paquistanês, depois do ataque que matou Bin Laden a norte de Islamabad.

Segundo a AFP, Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, confirmou que Obama está preparado para atacar novamente os fugitivos caso estes se encontrem em território paquistanês.

O Presidente norte-americano "considera que seria uma boa aproximação e continua a equacioná-la", disse.