bin Laden

Saiba como foi a operação que matou bin Laden

Saiba como foi a operação que matou bin Laden

Quatro helicópteros e 20 soldados de elite participaram na última acção contra o inimigo número um da América. O chefe da al Qaeda e os seus seguranças foram apanhados de surpresa. Obama planeava a morte de bin Laden desde Agosto, mas só decidiu avançar na passada sexta-feira.

Foram meses de investigações até que agentes das forças especiais norte-americanas iniciaram a operação que culminou na morte de Osama bin Laden, homem que ocupava o número um da lista dos mais procurados dos Estados Unidos desde 2001, quando foi considerado como o autor moral do atentado de 11 de Setembro, em Nova Iorque.

A missão secreta, autorizada pelo presidente Barack Obama na passada sexta-feira, foi realizada por 20 soldados de elite, os SEALS da Marinha dos EUA, que ainda contaram com a ajuda de quatro helicópteros da força aérea norte-americana.

O ataque terá durado 40 minutos, relataram funcionários do governo norte-americano, que pediram o anonimanto. O Comando Conjunto de Operações Especiais e a CIA actuaram juntos na operação relâmpago.

Os SEALS invadiram o esconderijo de Osama bin Laden, uma fortaleza na cidade de Abbotabad, próximo de Islamabad, capital do Paquistão, com granadas, espingardas e dispositivos de visão nocturna.

O líder da al Qaeda, Osama bin Laden, surpreendeu-se com o ataque e pouco pôde fazer para salvar a própria vida. Os seguranças do terrorista foram rapidamente controlados pelos soldados, que também mataram um dos filhos de Osama.

Segundo a rede de televisão Fox, os soldados de elite dos EUA ainda deram a Osama a oportunidade de se render antes de acertarem um tiro fatal na cabeça. Osama Bin Laden já tinha declarado anteriormente que nunca seria capturado vivo.

O som de duas explosões e alguns focos de incêndio chamaram a atenção de pessoas que estavam próximas da fortaleza do chefe da al Qaeda. Segundo uma testemunha, a operação foi realizada na escuridão.

Mensageiro levou norte-americanos a bin Laden

A operação foi preparada e realizada com "precisão cirúrgica", a partir de informações que permitiram localizar um mensageiro da confiança do líder da al-Qaeda, segundo responsáveis dos EUA.

Detidos na prisão norte-americana de Guantánamo deram aos interrogadores o pseudónimo desse mensageiro e disseram tratar-se de um protegido de Khalid Sheikh Mohammed, autor confesso do plano para cometer os atentados de 11 de Setembro de 2001, segundo responsáveis citados pela imprensa dos Estados Unidos.

O verdadeiro nome do mensageiro foi conhecido pelos serviços de informações norte-americanos há quatro anos, mas foram precisos mais dois anos para determinar em que região ele se movimentava e outros dois para o localizar num complexo em Abbotabad, cerca de 50 quilómetros a norte de Islamabad, o que ocorreu em Agosto de 2010.

O complexo era muito grande, luxuoso e extremamente bem guardado e não tinha qualquer ligação telefónica ou à Internet, o que levou os norte-americanos a suspeitar de que servisse para esconder algo ou alguém bem mais importante do que um mero mensageiro.

Os serviços de informações norte-americanos só tiveram a certeza de que o líder da al-Qaeda estava naquele local em Abril. Durante a última quinzena, segundo as fontes, constataram que bin Laden nunca saía do complexo.

"Foi uma operação de precisão cirúrgica, realizada por uma equipa pequena, para minimizar danos em relação a civis presentes no complexo ou residentes em locais próximos", segundo as fontes.

Até à conclusão da operação, asseguraram as fontes, os Estados Unidos não partilharam as informações com nenhum outro país, nem sequer com o Paquistão, por razões de segurança. "Era essencial para manter o segredo e a segurança da operação", disse uma das fontes, acrescentando que o governo norte-americano informou "a posteriori", imediatamente após a operação, o aliado paquistanês e outros aliados.

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