Brasil

"Doutor Bumbum" acusado de homicídio de paciente

"Doutor Bumbum" acusado de homicídio de paciente

O Ministério Público brasileiro acusou na quarta-feira Denis Furtado, conhecido por "Doutor Bumbum", de homicídio doloso devido à morte de uma paciente.

Denis Furtado, cirurgião plástico de 45 anos, estava detido desde meados de julho, juntamente com a mãe e a namorada, por serem suspeitos da morte de uma paciente que pretendia aumentar os glúteos. Após a cirurgia a Lilian Calixto, no apartamento do "Doutor Bumbum", utilizando uma controversa técnica de aumento das nádegas, injetando uma quantidade acima do recomendado de polimetilmetacrilato (PMMA), a paciente sentiu-se indisposta e foi hospitalizada. Após quatro paragens cardíacas, acabou por morrer.

O cirurgião, que se considerava inocente, esteve foragido durante quatro dias, tendo sido detido a 19 de julho, num centro comercial da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (Brasil). A mãe e a namorada também foram detidas por terem auxiliado no procedimento. A técnica de enfermagem também foi considerada suspeita.

A acusação de homicídio doloso pressupõe que o cirurgião tenha morto a paciente intencionalmente, direta ou indiretamente.

As outras suspeitas também foram acusadas de homicídio doloso.

Os procuradores afirmaram que o cirurgião terá assumido o risco de morte quando decidiu aplicar uma dose acima da recomendada de PMMA e num local improvisado.

Num vídeo divulgado pelos meios de comunicação brasileiros, o médico diz ser "uma injustiça o que estão a falar" dele, de o "acusarem de não ser médico", já que tem o registo ativo. Denis Furtado, que revela que já foram realizadas nove mil cirurgias semelhantes (bioplastias), disse que "uma fatalidade acontece com qualquer médico".

Com quase um milhão de seguidores, o médico brasileiro era uma celebridade na Internet e usava as redes sociais para divulgar seu trabalho, afirmando ter realizado cerca de cinco mil procedimentos cosméticos em toda a sua carreira.