Moçambique

Doze iranianos acusados de apoiar terroristas em Cabo Delgado

Doze iranianos acusados de apoiar terroristas em Cabo Delgado

O Ministério Público moçambicano acusa 12 cidadãos iranianos de terem transportado armas para um alegado grupo jiadista na província de Cabo Delgado.

Segundo um comunicado do Ministério Público, citado pelo site DW África, os 12 iranianos pertencem a uma organização terrorista. O grupo foi detido em dezembro de 2019 quando se fazia transportar numa embarcação na baía de Pemba com metralhadoras AK47, caçadeiras, pistolas e munições, binóculos, uma motorizada e um cartão de crédito.

Os 12 iranianos são acusados dos crimes de terrorismo, associação para delinquir, porte de armas proibidas e crime de organização contra o Estado, ordem e tranquilidade públicas.

O Ministério Público considera que os arguidos devem continuar detidos, dada a natureza das infrações de que são indiciados e por receio de fuga.

Mais de 50 pessoas terão sido decapitadas em Cabo Delgado pelo grupo radical islâmico que desde 2017 assombra o norte de Moçambique. Mais de 700 mil precisam de ajuda humanitária no país, estima a Amnistia Internacional.

As autoridades moçambicanas estimam que, nos últimos três meses, 270 pessoas (entre civis e soldados moçambicanos) tenham sido assassinadas e que cerca de 1050 habitações tenham sido destruídas em Cabo Delgado, província rica em petróleo e religiosamente diversificada - é sobretudo casa para muçulmanos, mas também lá vivem católicos e outros povos cristãos.

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Ao todo, desde há três anos, cerca de duas mil pessoas terão morrido e 400 mil visto na fuga para províncias vizinhas a única solução. Segundo as Nações Unidas, em apenas duas semanas de outubro 11.200 pessoas - quase metade das quais crianças - fugiram para a capital da província, Pemba.

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