Suécia

E ao fim de 34 anos, foi identificado o assassino de Olof Palme

E ao fim de 34 anos, foi identificado o assassino de Olof Palme

Olof Palme, antigo primeiro-ministro sueco, foi morto em Estocolmo, quando saía do cinema, em 1986. O assassino nunca foi detido e o caso só foi encerrado agora, passados 34 anos.

Já podemos responder à pergunta que fizemos ontem. Ao fim de mais de três décadas de investigações e teorias quanto baste, o procurador sueco Krister Petersson anunciou finalmente o resultado da nova investigação ao crime, depois de os investigadores terem recebido documentos dos serviços secretos sul-africanos..

Foi Stig Engstrom, designer gráfico já falecido, que matou o primeiro-ministro sueco Olof Palme em 1986. O caso vai ser agora encerrado. "A pessoa é Stig Engstrom", disse Petersson, em conferência de imprensa esta quarta-feira. "Como já morreu, não posso acusá-lo e decidi fechar a investigação."

Olof Palme, na altura com 59 anos, foi assassinado a 28 de fevereiro de 1986, em Estocolmo, quando saía do cinema, com a mulher, o filho e a namorada deste. Dispensou segurança e, deslocando-se a pé, acabou abatido pelas costas, à queima-roupa. Eram quase 23.30. O homicida nunca tinha sido identificado e, ao longo de mais de 30 anos, sucederam-se teorias em torno da morte.

Membro do Partido Operário Social-Democrata sueco, foi primeiro-ministro entre 1969 e 1976, e mais tarde entre 1982 e 1986, tendo ficado conhecido pelas políticas progressistas, pelo apoio aos sindicatos e pelas críticas à política externa dos Estados Unidos e da então União Soviética. Foi também um forte crítico do apartheid sul-africano, tendo assumido publicamente o apoio ao Congresso Nacional Africano (ANC) de Nelson Mandela (essa foi, aliás, uma das hipóteses colocadas como eventual móbil do homicídio).

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