Aborto

"É um dia triste para os EUA". A reação de Biden à decisão do Supremo

"É um dia triste para os EUA". A reação de Biden à decisão do Supremo

O presidente dos Estados Unidos da América falou num "dia triste" após a decisão do Supremo Tribunal de anular o direito constitucional ao aborto. A partir da Casa Branca, Joe Biden garantiu que a "vida e a saúde de milhões de mulheres da nação estão em risco".

Com a revogação do direito constitucional ao aborto decidido pela maioria conservadora do Supremo, "torna-se claro que a saúde e a vida das mulheres da nação estão em risco", lamentou Joe Biden, numa declaração ao país a partir da Casa Branca, em Washington, D.C.

"As mulheres têm o direito de escolher o próprio destino e como vivem as suas vidas", disse ainda o líder norte-americano.

Assumidamente frustrado com o retrocesso que esta decisão representa, Biden alertou para os perigos reais e imediatos que as mulheres vão enfrentar. "As mulheres vão ter de dar à luz filhos que são fruto do incesto ou violação (...) e os médicos podem ser criminalizados por cumprirem os seus deveres de cuidar das mulheres".

Por este "erro trágico", Joe Biden culpabilizou Donald Trump que, enquanto presidente, nomeou três juízes conservadores para a mais alta instância judicial dos Estados Unidos, conseguindo assim uma maioria republicana e de cariz conservador para o Supremo Tribunal. "Não se enganem, esta decisão é o culminar dos esforços de décadas de tentar revogar esta lei e a realização de uma ideologia", apontou.

De forma clara e objetiva, o presidente americano assegurou que está do lado das mulheres e que tudo fará para as proteger. Por isso, apelou aos norte-americanos que elejam nas próximas eleições intercalares para o Congresso políticos que apoiem o direito ao aborto, de modo a defendê-lo na lei federal.

No total, é esperado que o acesso ao aborto seja cortado a cerca de 36 milhões de mulheres em idade reprodutiva, de acordo com uma investigação da "Planned Parenthood", uma organização que fornece dados sobre abortos, citada pela "BBC".

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Milhões de mulheres nos EUA vão perder o direito legal ao aborto, após o Supremo Tribunal ter anulado uma decisão, com quase 50 anos, que legalizou a prática no país. A partir de agora, os estados norte-americanos têm o poder de permitir ou restringir o procedimento por conta própria.

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