Egipto

Egipto corta internet e telemóveis para tentar conter revolta de 80 milhões

Egipto corta internet e telemóveis para tentar conter revolta de 80 milhões

Pelo menos vinte membros dos Irmãos Muçulmanos, principal força da oposição no Egipto, foram detidos durante a madrugada de hoje, sexta-feira. Como forma de conter a revolta popular, a internet e os telemóveis deixaram de funcionar à meia-noite de hoje.

Como forma de conter a revolta popular, 80 milhões de egípcios estão privados dos serviços de internet e telemóvel desde a meia-noite de hoje, sexta-feira.

Quem telefonar para uma das empresas que fornece os serviços de internet ouve uma voz gravada a dizer "o Egipto não desfrutará de Internet esta sexta-feira".

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Tem sido através da Internet e dos telemóveis que os manifestantes têm combinado a mobilização e concentração em diversas acções de protesto.

Os cibercafés têm sido pontos de encontro privilegiados. Contudo, hoje de manhã, estavam praticamente vazios devido ao corte do serviço de Internet.

Pelo menos 20 detidos entre a Oposição

Pelo menos vinte membros dos Irmãos Muçulmanos, principal força da oposição no Egipto, foram detidos durante a madrugada. Entre as pessoas detidas no seu domicílio, figuram cinco antigos deputados e cinco membros do gabinete político, cujos líderes mais conhecidos são Essam El-Eriane e Mohammed Moursi.

Os Irmãos Muçulmanos, principal força da oposição, anunciaram que vão participar nas manifestações "da cólera", previstas para hoje, após as orações semanais, contra o regime do presidente Hosni Mubarak.

Até agora os Irmãos Muçulmanos não se tinham pronunciado publicamente sobre as manifestações que começaram terça-feira, deixando aos seus membros a escolha de participar.

Num comunicado, o ministério do Interior egípcio "renovou o seu alerta contra tais acções e afirmou que medidas decisivas serão tomadas para lhes fazer frente, em conformidade com a lei".

A advertência, publicada na madrugada de hoje, surgiu numa altura em que as manifestações "de cólera" previstas para várias cidades do país, surgem para dar seguimento à vaga de protesto contra o poder, que já provocou sete mortos - cinco manifestantes e dois polícias - e dezenas de feridos.

"O ministério do Interior renova o seu alerta contra tais acções e afirma que medidas decisivas serão tomadas para lhes fazer frente, em conformidade com a lei", indicou um comunicado.

Manifestações sem precedentes que reclamam a demissão do presidente Mubarak sucedem-se desde terça-feira. O opositor egípcio mais conceituado, Mohamed ElBaradei, chegou quinta-feira ao Cairo, propondo efectuar uma eventual transição política.

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