Maomé

Egito processa sete cristãos por envolvimento no filme anti-Islão

Egito processa sete cristãos por envolvimento no filme anti-Islão

O procurador-geral do Egito iniciou um processo contra sete cristãos copta egípcios que vivem nos Estados Unidos, suspeitos de estarem envolvidos na produção ou distribuição de um filme anti-Islão que originou uma vaga de violência no mundo muçulmano.

Os sete homens - Morris Sadek, Nabil Bissada, Esmat Zaklama, Élia Bassily, Ihab Yaacoub, Jack Atallah e Adel Riad - são acusados de "insultos à religião islâmica, insultos ao profeta (Maomé) e incitação ao ódio religioso", segundo um comunicado da procuradoria.

A data do julgamento ainda não foi marcada.

A acusação dos sete coptas está relacionada com o filme "A Inocência dos Muçulmanos" que retrata o profeta Maomé e é considerado insultuoso pelos muçulmanos.

A difusão no "site" da Internet Youtube de um extrato do filme, produzido nos Estados Unidos, desencadeou desde o dia 11 de setembro uma vaga de protestos anti-norte-americanos que causaram mais de três dezenas de mortos, incluindo o embaixador dos Estados Unidos na Líbia.

No Cairo, pelo menos uma pessoa morreu e mais de meia centena de outras ficaram feridas durante os protestos junto à embaixada norte-americana.

O grande imã de Al-Azhar, a mais alta autoridade do Islão sunita, apelou à aprovação de "uma resolução internacional" proibindo qualquer ofensa ao Islão e o presidente, Mohamed Morsi, oriundo da Irmandade Muçulmana, condenou os "ataques" contra o profeta, mas apelou à rejeição da violência.

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