Theranos

Elizabeth Holmes: De bilionária de sucesso a condenada por fraude

Elizabeth Holmes: De bilionária de sucesso a condenada por fraude

Era apontada por muitos como a "futura Steve Jobs" e aos 30 anos foi considerada a empreendedora mais jovem do mundo a tornar-se bilionária, com a promessa de revolucionar o diagnóstico de doenças e acabou condenada por fraude num tribunal norte-americano.

Meses depois de um julgamento considerado histórico na Califórnia, EUA, Elizabeth Holmes foi condenada segunda-feira por ter mentido de forma consciente aos investidores que acreditaram no negócio da "Theranos", que prometia diagnóstico rápido de doenças com recurso a uma gota de sangue. Ao todo, Holmes foi acusada de 11 crimes, quatro deles relacionados com fraude pública. O veredito ainda não determinou a data da sentença, pelo que a empresária será presente a uma nova audiência, já na próxima semana.

Com apenas 19 anos, Elizabeth, engenheira química formada em Stanford, era vista como a "menina bonita" que criara uma empresa de biotecnologia que prometia oferecer ferramentas de diagnóstico de doenças como o cancro ou a diabetes, de forma mais rápida e mais económica do que os conhecidos laboratórios tradicionais. A história criada em volta deste negócio conseguiu em poucos anos conquistar a atenção e confiança de grandes magnatas como Rupert Murdoch e do diplomata americano Henry Alfred Kissinger, angariando fundos de investimento capazes de colocar a "Theranos" no auge. A empresa chegou a estar avaliada em quase nove mil milhões de euros.

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No entanto, a reviravolta aconteceu quando em 2015 uma investigação levada a cabo pelo "The Wall Street Journal" expôs um dos maiores escândalos de Silicon Valley e revelou que a tecnologia que Holmes "vendia" não era a mesma que utilizava para detetar as doenças e por isso a sua "fórmula mágica" não passava de uma farsa.

Em 2018, a Theranos colapsou e a empresária foi detida, assim como o seu parceiro de negócios e ex-namorado Ramesh Balwani. Em tribunal, Holmes tentou alegar que Balwani abusava psicologicamente de si, prejudicando o seu discernimento. "Controlava o que ela comia, vestia, o dinheiro que gastava e com quem podia interagir. Basicamente, dominava-a, anulando a sua capacidade de tomar decisões", afirmaram os seus advogados.

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